O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (03) a medida provisória (MP) que instituiu o programa Gás do Povo. O
texto assegura gratuidade no botijão de gás de cozinha (GLP) de 13
quilos (kg) a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas
Sociais do Governo Federal (CadÚnico), desde que tenham renda per capita de até meio salário mínimo.

A MP, cuja validade termina em 11 de fevereiro, foi aprovada em menos de 24 horas tanto na Câmara quanto no Senado, e agora segue para sanção presidencial, já que os parlamentares fizeram algumas alterações no texto.
"Cabe, aqui, um agradecimento aos plenários da Câmara dos Deputados e
do Senado Federal por aprovarem, de forma tão rápida, uma medida que
reduz desigualdades e fortalece a coesão social. O Congresso Nacional dá
um recado claro: o bem-estar das pessoas está no centro das nossas
decisões. Que esse benefício chegue rápido à mesa e à vida de quem mais
precisa", afirmou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ao
comemorar a aprovação da medida.
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Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Gás do Povo deve estar em pleno funcionamento em março, quando pouco mais 15 milhões de famílias serão beneficiadas.
O programa pretende combater a pobreza energética, definida como a
dificuldade de uma família em ter acesso a serviços de energia
essenciais e modernos, como iluminação, aquecimento, refrigeração e
energia para cozinhar. Atualmente, o programa está instalado em todas as
capitais.
O Auxílio Gás, benefício criado no governo passado e que permite a
compra de um botijão de 13 kg a cada dois meses por cerca de 4,4 milhões
de famílias de baixa renda, será substituído. Em seu lugar, o Gás do
Povo consolida a gratuidade do botijão em mais de 10 mil revendedoras
credenciadas espalhadas pelo país, aumentando o alcance e o número de
famílias atendidas, segundo o governo.
De acordo com o regulamento do programa, a quantidade de
recargas gratuitas de 13 kg será de quatro por ano para famílias de duas
a três pessoas; para as famílias com quatro ou mais pessoas, será de
seis ao ano.
O texto também cria uma nova modalidade no programa, destinada à
instalação de sistemas de baixa emissão de carbono e biodigestores que
gerem gás metano por decomposição de restos de alimentos. Essa
modalidade é destinada a áreas rurais e cozinhas comunitárias, e ainda
depende de regulamento a ser feito pelo governo.
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O texto aprovado pela Câmara e agora confirmado no Senado reformula as prioridades de recebimento do auxílio.
Terão prioridade as famílias atingidas por desastres ou em local com
situação de emergência reconhecida pelo poder público; com mulheres
vítimas de violência doméstica sob monitoramento de medidas protetivas
de urgência; pertencentes a povos e comunidades tradicionais, como
indígenas e quilombolas; com maior número de membros; e com menor renda
por pessoa.
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