terça-feira, 10 de novembro de 2015

Dispositivo criado no Brasil pode evitar pirataria e roubos de carga



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: G1

Um dispositivo de segurança criado aqui no Brasil promete combater os roubos de carga. O aparelho é quase invisível.
Imagine que uma caixa transportada dentro do carro tenha produtos roubados. Ao passar por um leitor de pedágio um sistema identifica a carga levada pelo ladrão e alerta o fabricante, a transportadora ou a seguradora.
A tecnologia já existe graças a um chip de apenas um milímetro quadrado. Muito menor que uma moeda ou mesmo a ponta de uma caneta. Feito com grãos de areia, o chip é implantado na placa de produtos eletrônicos e transmite todas as informações sobre eles.
“Em termos de quantidade de informação gerada, isso aqui encheria vários DVDs”, afirma o gerente de projeto, Arthur Oliveira.
Na comparação com rastreadores que já existem no mercado, o chip é menor e mais eficiente. Funciona sem bateria. É acionado com a radiofrequência de aparelhos que fazem a leitura de dados.
“Quando o leitor faz a leitura dele de maneira segura, faz referência a uma base de dados, que dá informação, pode estar no celular do consumidor, pode estar na cadeia de distribuição logística, pode estar na mão do embarcador, aquele que fabricou o produto”, diz o diretor do centro de pesquisa, Dario Thober.
É algo tão minúsculo que fica pequeno até na ponta dos dedos. E a espessura é a de um fio de cabelo. O novo chip identifica se o produto é original. Faz o rastreamento do trajeto percorrido desde a fabricação. Verifica se os impostos foram pagos. E o melhor: o chip tem o poder de ativar um aparelho. Se o celular, por exemplo, for roubado, não vai funcionar
“Ele é um DNA eletrônico do produto. O chip tem a capacidade de guardar os dados e permitir que não haja uma clonagem, que não haja falsificação”, afirma Dario Thober.
O minichip que possibilitou a criação do sistema custa pouco mais de R$ 1. Foi desenvolvido por um instituto de pesquisas avançadas sem fins lucrativos de Campinas. A tecnologia já está sendo usada por transportadoras de São Paulo. E pode ajudar a reduzir um crime que preocupa o interior do estado: o roubo de cargas. Só este ano foram quase 1,2 mil casos.
“O roubo de carga e a receptação tendem a cair, uma vez que eu tenho como verificar a procedência do produto. Eu tenho como rastrear esse produto do começo ao fim do processo”, diz o especialista em segurança, Osvaldo Missio Jr.

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