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INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: JN/G1 – Imagem: DivulgaçãoO presidente destituído do Paraguai, Santiago Peña, foi preso na noite desta sexta-feira (6) em Assunção. O Ministério Público decretou a ordem de prisão assim que o Senado aprovou, por unanimidade, o impeachment dele. Peña é suspeito de envolvimento em um escândalo financeiro que levou ao fechamento do maior banco digital do país. Em Assunção, os enviados especiais César Menezes e Marcelo Benincassa têm as informações.
"Nós estamos aqui na praça que fica exatamente na frente do
Congresso, onde o Senado acabou de votar o impeachment do agora
ex-presidente do Paraguai Santiago Peña.
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Imediatamente depois que ele
foi destituído, uma grande multidão que está aqui na praça começou a se
manifestar. Eles protestam contra o Partido Colorado, que é o partido do
ex-presidente e também do vice-presidente, e também pela situação do
banco Ueno, porque muitos deles estão com o dinheiro trancado, sem
acesso ao dinheiro. Logo depois que o impeachment foi votado, uma
sequência de eventos aconteceu. O presidente Peña publicou nas redes
sociais que estava deixando o cargo, agradecia e despedia do povo, o que
não é bem verdade, porque a carta de renúncia dele não foi aceita. Ele
foi retirado por impeachment. E por impeachment, ele não ganha o status
de senador vitalício e não ganha imunidade parlamentar. Por isso, logo
em seguida, o Ministério Público indiciou o ex-presidente, pediu a
prisão dele, e ele está em casa em prisão domiciliar.
O vice-presidente
assumiu também aqui agora há pouco. Preparamos uma reportagem sobre esse
dia frenético", diz o repórter César Menezes.
A sessão que abriu os trabalhos nesta sexta-feira (6) no Senado
paraguaio deveria ter começado com a defesa do presidente do país,
Santiago Peña.
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Por 39 votos a 3, os senadores recusaram o adiamento. E quando a sessão foi retomada, dois advogados de Peña se apresentaram.
Eles alegaram que o presidente do país não tem poder sobre as ações
denunciadas, referentes à crise financeira do Banco Ueno, e que essas
ações são de responsabilidade de outros agentes públicos e privados.
Santiago Peña se tornou o centro de uma crise política depois da quebra do principal banco digital do Paraguai.
Na última terça-feira (3), o Banco Central do país interrompeu as
atividades do Ueno Bank e a Justiça determinou a prisão de oito
diretores. Cerca de 3 milhões de
pessoas, incluindo aposentados, ficaram sem acesso ao próprio dinheiro.
Quase a metade da população do Paraguai. O fechamento do banco provocou protestos em todo o país.
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Quando a sessão no Senado foi retomada à tarde, a senadora da oposição
Yolanda Paredes contestou a legitimidade dos advogados de defesa
apresentados de última hora. Na sequência, os senadores do comitê de
acusação apresentaram argumentos sobre a responsabilidade de Santiago
Peña na quebra do banco. Os advogados fizeram, então, as alegações
finais.
Exatamente às 18h, o Senado abriu a quinta e última sessão
extraordinária para concluir o processo de impeachment. Depois de uma
hora de discursos, foi feita a votação. E o resultado foi unânime: 44 a 0. Santiago Peña foi destituído da presidência do Paraguai.
Do lado de fora, um forte esquema de segurança foi montado para evitar
tumulto durante manifestações da população em frente ao Congresso. Nesta
sexta-feira (6), a porta de uma das agências em Assunção amanheceu
coberta por cartazes de protesto.
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O
comando do país, agora, fica nas mãos do vice, Pedro Alliana. Ele não
foi incluído no processo de impeachment e assumiu como presidente
interino. Alliana também é do Partido Colorado. Formado em relações internacionais, tem 52 anos, e já foi deputado e governador.
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