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INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: RADIO NAJUA – Imagem: DivulgaçãoEntre os registros encaminhados à reportagem estão imagens de rodas entortadas
após veículos passarem por desníveis deixados durante a etapa de
fresagem do asfalto. Também houve relatos de motociclistas que afirmaram
ter passado por situações de risco ao trafegar pelo trecho em obras.
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Procurado
pela reportagem, o Departamento Nacional de Infraestrutura de
Transportes (DNIT) informou que as diferenças temporárias de nível fazem
parte da etapa de fresagem do pavimento e são corrigidas conforme o
avanço da obra e a aplicação da nova camada de asfalto.
Segundo
o órgão, são implantadas medidas de sinalização temporária, como placas
de advertência, dispositivos de canalização do tráfego e, quando
necessário, operação no sistema pare e siga. O DNIT também orienta os
motoristas a reduzirem a velocidade, manterem distância segura do
veículo à frente e redobrarem a atenção, principalmente os
motociclistas.
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A autarquia acrescenta que acompanha continuamente a
execução dos serviços e que já determinou adequações pontuais em alguns
trechos durante as inspeções realizadas.
O motorista pode pedir indenização?
De acordo com o advogado especialista em Direito de Trânsito, Dr. Walber Pydd, a resposta é sim.
Segundo ele, quando um defeito na pista provoca um acidente ou causa
danos ao veículo, é possível buscar o ressarcimento contra o órgão
responsável pela rodovia.
“Se for uma rodovia federal, o responsável
é o DNIT. Se for uma rodovia estadual não pedagiada, a responsabilidade
é do DER. O motorista pode, sim, buscar o ressarcimento dos prejuízos,
desde que consiga comprovar o que aconteceu”, explica.
O advogado ressalta que a produção de provas é um dos fatores mais importantes para quem pretende ingressar com uma ação.
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“O
ideal é fazer um boletim de ocorrência ou uma declaração de acidente de
trânsito e reunir o máximo de provas possível, como fotografias das
condições da pista, dos danos sofridos pelo veículo e do local onde
ocorreu o acidente.”
Além disso, Walber destaca que também é importante demonstrar que o próprio motorista não contribuiu para o ocorrido.
“Sempre
que possível, é importante comprovar que o condutor trafegava em
velocidade compatível com a via e que o veículo estava em boas condições
de uso. Testemunhas, vídeos e outras imagens também podem ajudar a
demonstrar como o acidente aconteceu.”
Segundo
o advogado, embora o acompanhamento de um profissional seja
recomendado, essa não é a única possibilidade para quem pretende buscar
reparação.
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“É possível ingressar com a
ação por conta própria em algumas situações, inclusive nos Juizados
Especiais, mas a orientação de um advogado é sempre recomendável para
analisar cada caso e conduzir o processo da forma mais adequada.”
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