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INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: JN/G1 – Imagem: DivulgaçãoA Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (14) o pai do banqueiro Daniel Vorcaro. Os
investigadores afirmam que Henrique Vorcaro financiava e atuava como
operador de uma estrutura criminosa, que reunia bicheiros, milicianos e
hackers. A PF disse que ele usava essas conexões para intimidar e coagir
adversários do filho.
A polícia declarou ainda que o grupo cooptou também uma delegada e
agentes da Polícia Federal para ter acesso a dados sigilosos de
investigações sobre o caso Master.
Os agentes prenderam Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro,
no início da manhã, em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo
Horizonte. A Polícia Federal prendeu também um agente da ativa da
corporação, um hacker e um investigado apontado como bicheiro. Outras
três pessoas seguem foragidas.
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O STF - Supremo Tribunal Federal
determinou o afastamento da delegada federal Valéria Pereira da Silva e
impôs medidas cautelares contra o marido dela, o agente aposentado
Francisco José Pereira da Silva. Eles são acusados de vazarem informações de investigações para o grupo.
Os agentes da PF apreenderam R$ 62 mil em dinheiro, armas, carros,
computadores e celulares. A Polícia Federal detalhou a atuação de dois
grupos que agiam a mando de Daniel Vorcaro, identificados como "A Turma"
e "Os Meninos".
"Os Meninos"
com perfil tecnológico voltado para a prática de ataques cibernéticos,
derrubada de perfis em redes sociais e monitoramento telefônico e
telemático ilegal. A PF afirma que David Henrique Alves recrutava
operadores. Era David quem dirigia, no dia 4 de março, o carro de Felipe
Mourão, o Sicário, em uma estrada de Minas Gerais, quando foi abordado
por agentes da Polícia Rodoviária Federal.
"Dentro
do veículo havia um computador grande de mesa, dois ou três notebooks,
caixas e malas, além de um conjunto de objetos que, no contexto
investigativo, foi interpretado pela Polícia Federal como indicativo de
fuga em andamento e possível destruição, remoção ou ocultação de provas
digitais".
Sicário foi preso naquele dia e cometeu suicídio.
O outro núcleo era conhecido como "A Turma". Segundo a
investigação, esses integrantes faziam ameaças, intimidações
presenciais, coerções, levantamentos clandestinos, obtenção de dados
sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais. Segundo a
decisão, o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva era
líder operacional. Além dele, atuavam nesse núcleo: Henrique Vorcaro,
Manoel Mendes Rodrigues, que a PF aponta ser bicheiro e responsável pelo
braço do Rio de Janeiro, e dois policiais federais: Sebastião Monteiro
Júnior e Anderson Wander da Silva Lima.
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Os investigadores da Polícia Federal
afirmam que o pai do banqueiro Daniel Vorcaro tinha atuação fundamental
nesse núcleo da organização criminosa. Henrique Vorcaro pedia serviços ilícitos a serem executados pelos demais integrantes e gerenciava o esquema de pagamentos.
A PF afirmou que as conversas extraídas do celular de Marilson, o policial federal aposentado, indicam que "Henrique
Vorcaro permaneceu solicitando serviços ilícitos e providenciando
recursos para a manutenção do grupo mesmo após as primeiras fases da
Operação Compliance Zero, inclusive com menções a repasses vultosos,
necessidade de pagamentos para viabilizar o atendimento das demandas".
Em um diálogo apreendido pela polícia, Marilson pediu dinheiro a Henrique Vorcaro:
"Em mensagem de 6 de janeiro de 2026, Marilson deseja-lhe feliz ano novo
e, no mesmo contexto, pede para que Henrique não o deixe 'à deriva',
afirmando estar 'segurando uma manada de búfalo' e necessitar do
pagamento ajustado. Henrique responde que receberia recursos na quinta
ou na sexta-feira e que, assim que isso ocorresse, 'imediatamente'
enviaria '400', ao que Marilson contrapõe que o ideal seria o envio de
'800 mil', considerando que 'F' estaria repassando apenas metade do
valor".
Com base nesse diálogo, a Polícia Federal concluiu que "Henrique
Vorcaro exercia, de maneira clara, o papel de destinador de recursos
para o financiamento da 'Turma', sendo o valor de R$ 400 mil compatível
com a quantia que era destinada mensalmente à manutenção do grupo, em
pagamentos que seriam feitos também por Fabiano Zettel (em tese, o 'F'
mencionado nos diálogos)".
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Segundo a investigação, "desde
agosto de 2023, o agente federal da ativa Anderson Wander da Silva Lima
vinha realizando diversas pesquisas em bases de dados internas da
corporação e transmitindo os resultados a Marilson Roseno, que, por sua
vez, os repassava aos demais comparsas e aos chefes da organização
criminosa".
A
investigação afirma que a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva
consultou um inquérito sigiloso que envolvia Henrique Vorcaro e repassou
as informações ao marido, Francisco José Pereira da Silva, agente da
Polícia Federal aposentado. O conteúdo compartilhado teria sido
suficientemente detalhado, permitindo a identificação do objeto da
investigação e de pessoas efetivamente visadas, diz o trecho da decisão.
A Polícia Federal identificou um bicheiro responsável por fazer ameaças a desafetos de Vorcaro. Segundo
a PF, há indícios de que Manoel Mendes Rodrigues acionava milicianos e
policiais para as ações criminosas no Rio de Janeiro. Luis Felipe
Woyceichoski, então comandante da embarcação utilizada por Daniel
Vorcaro, relatou ter sido ameaçado de morte por grupo de cerca de sete
homens e afirmou que um dos interlocutores se identificou como Manoel,
amigo de Daniel Vorcaro, que “mexia com jogo do bicho”.
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Na decisão, o ministro André Mendonça afirmou que "o
acervo descrito pela autoridade policial aponta para organização
criminosa sofisticada, com braços presencial, policial-informacional,
financeiro e tecnológico, em circunstância que exige resposta judicial
compatível com a gravidade concreta do quadro apurado".
A defesa de Henrique Vorcaro declarou que considera a prisão excessiva e
que ela foi decretada antes de Henrique ser ouvido e apresentar
documentos e explicações.
O advogado de Valéria e Francisco Pereira da Silva afirmou que os dois
mantêm um histórico de bom trabalho na Polícia Federal e vão demonstrar
que são inocentes.
O Jornal Nacional não conseguiu contato com os demais investigados.
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