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INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: JN/G1 – Imagem: DivulgaçãoDepois da revelação sobre a troca de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, o senador e produtores do filme sobre Jair Bolsonaro apresentaram versões diferentes para o destino do dinheiro enviado pelo dono do Banco Master.
Na quarta-feira (13), o site Intercept Brasil revelou que o senador
Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL,
cobrou de Daniel Vorcaro repasses de dinheiro para a produção de um
filme sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e que parte dos
pagamentos foi feita por meio de uma empresa chamada Entre
Investimentos. O acordo total previa um repasse de R$ 124 milhões, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente enviados por Vorcaro.
A empresa faz parte do grupo Entre. Em março de 2026, o BC liquidou extrajudicialmente a Entrepay e outras empresas do grupo. A Polícia Federal e o Banco Central investigam a suspeita de que Daniel Vorcaro seja o verdadeiro dono da Entre Investimentos.
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Também na quarta-feira (13), o deputado federal Mario Frias, do PL,
ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro e produtor executivo do
filme, afirmou que "não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em 'Dark Horse'".
Mas no
áudio enviado por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, em 8 de setembro
de 2025, quando o Master já estava sendo investigado, o senador cobra
dinheiro do banqueiro para o filme, dizendo até que havia muita conta
para pagar e risco de paralisação da produção:
“Apesar
de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem
graça de ficar te cobrando, tá? Mas enfim, é porque está em um momento
muito decisivo aqui do filme e como tem muita parcela para trás, cara,
está todo mundo tenso e fico preocupado aqui com o efeito ao contrário
do que a gente sonhou para o filme, né? Imagina a gente dando calote em
um Jim Caviezel (ator), em um Cyrus (Nowrasteh, diretor do filme), os
caras, pô, renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser
muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com
esse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara. Então, se
você puder me dar um toque, uma posição aí, Daniel, porque a gente
precisa saber o que que faz, cara, da vida, porque eu... Tem muita, já
tem muita conta para pagar esse mês e o mês seguinte também. E agora que
é a reta final que a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os
compromissos aqui, porque senão a gente perde tudo, cara”.
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Nesta quinta-feira (14), em nova manifestação, o deputado Mario Frias afirmou que "não
há contradição material entre os posicionamentos públicos sobre o
financiamento do projeto, mas uma diferença de interpretação sobre a
origem formal do investimento". Disse que quando afirmou anteriormente que não há “um centavo do Master” no filme, referia-se ao fato de que "Daniel
Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim
como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora"; e que o "relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta".
De acordo com o Intercept, a Entre Investimentos enviou US$ 2 milhões
para um fundo ligado à produção do filme. O Havengate Development Fund
está registrado nos Estados Unidos. O fundo tem como administrador Paulo Calixto, advogado do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro.
A Polícia Federal vai investigar os repasses de Vorcaro e se os
recursos foram usados para financiar despesas de Eduardo Bolsonaro nos
Estados Unidos.
O
órgão do Ministério da Fazenda responsável por combater crimes
financeiros identificou que a empresa Entre Investimentos recebeu R$ 160
milhões de fundos ligados ao Banco Master.
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A informação está em um relatório do Conselho de Controle de Atividades
Financeiras, o Coaf, sobre empresas ligadas ao Banco Master e que
tiveram algum tipo de relação com a Entre Investimentos e Participações.
Segundo esse relatório de inteligência financeira do Coaf, a maior
parte dos repasses de empresas ligadas ao Master para a Entre - quase R$
140 milhões - veio da Sefer Investimentos, alvo na segunda fase da
Operação Compliance Zero, em janeiro de 2026, por ter relações com
Vorcaro. Outros R$ 20 milhões, de acordo com os dados, vieram do fundo
Gold Style, administrado pela Reag, também ligada a Daniel Vorcaro. Esse fundo movimentou quase R$ 1 bilhão de empresas apontadas pela Polícia Federal como parte do esquema de lavagem de dinheiro do PCC no mercado financeiro.
Os registros mostram que a Entre Investimentos mandou R$ 87 milhões
para a RMD Instituição de Pagamento, que também é suspeita de operar
para o PCC.
A
Entre é considerada pelos investigadores da Polícia Federal uma peça
fundamental na engrenagem financeira montada pelo banqueiro Daniel
Vorcaro.
O grupo Entre disse, em nota, que "realiza
suas operações em conformidade com as normas e regulamentações
aplicáveis ao setor financeiro e reforçou seu compromisso com a
integridade, a transparência e o cumprimento da legislação vigente,
permanecendo à disposição das autoridades competentes sempre que
necessário".
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