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INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: O ANTAGONISTA – Imagem: Divulgação A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, da Câmara dos Deputados, aprovou nesta terça-feira, 12, um projeto de lei que autoriza o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de arma de fogo para defesa pessoal.
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O texto é de autoria do deputado federal Marcos Pollon
(PL-MS) e recebeu parecer favorável do relator, deputado Paulo Bilynskyj
(PL-SP). A proposta ainda será analisada por outras três comissões: de
Constituição e Justiça e de Cidadania, de Finanças e Tributação e de
Trabalho.
Segundo Pollon, a medida harmoniza com a função social do FGTS e garante ao cidadão o pleno exercício de sua legítima defesa.
O parlamentar pontua que o alto custo de aquisição de arma de fogo
legalizada impede que grande parte dos trabalhadores de baixa renda
exerçam seu direito de defesa.
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Ele afirma que a autorização para usar
parte dos recursos do FGTS, que já pertencem ao trabalhador, corrige
essa distorção e garante isonomia de acesso ao direito fundamental à
autodefesa.
A proposta permite o saque de valores da conta vinculada ao FGTS para
a compra de arma de fogo por trabalhador. O saque seria limitado ao
valor necessário para a aquisição da arma, a cota anual de munições
correspondentes à arma adquirida e acessórios essenciais à sua guarda
segura.
O saque seria autorizado anualmente por trabalhador na data de seu aniversário ou no dia útil subsequente.
O FGTS foi criado em 1966 e tem como objetivo de proteger o
trabalhador demitido sem justa causa, mediante a abertura de uma conta
vinculada ao contrato de trabalho.
Porém, diz Polon, nada impede que sejam ampliadas as hipóteses de
saque, desde que atendido o interesse público e respeitada a destinação
social dos recursos.
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“A segurança pessoal do trabalhador, e de sua
família, é valor fundamental que se insere perfeitamente no escopo
protetivo que fundamenta a criação do FGTS”, prossegue o congressista, em nota.
“A atual conjuntura nacional demonstra um crescimento exponencial da
violência urbana, dos crimes contra o patrimônio e, sobretudo, da
sensação de insegurança generalizada entre os brasileiros. Muitos
cidadãos vivem sob constante ameaça, sem acesso efetivo à proteção do
Estado”, conclui.
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