Em
reunião realizada na última segunda-feira, 02, na Câmara de Irati,
moradores das proximidades da BR 277 questionaram técnicos da Via
Araucária a respeito da desapropriação de terrenos e do deslocamento de
máquinas após a duplicação da rodovia. A obra teve início em
dezembro de 2025, no trecho de 27 km entre Irati e Palmeira, e terá mais
20 km entre Irati e Prudentópolis.
O agricultor aposentado Teófilo Kalatai, residente no Caratuva 1, disse que foi notificado recentemente a deixar a propriedade.
“Até
estes dias, estava tudo sossegado, mas agora veio uma notificação para
eu desocupar a área. Como existe isso, se eu trouxe a escritura
registrada, sofri para comprar este terreno. Agora veio uma notificação
para eu desocupar a área e ir embora. Eu espero que o que eles pegarem
lá, que paguem e venham conversar comigo. As máquinas já estão lá
trabalhando, e eu quero saber o que vai acontecer, o que vão fazer.
Pegou uns 4 ou 5 metros da lagoa, o portal e a cerca, e o pessoal que
está trabalhando lá diz que não é responsável por mudar a cerca nem
nada. Agora, eu conversei com o pessoal daqui também, mas ninguém decide
nada. Eu não sei mexer com computador e vou ter que pegar um advogado,
mas vou gastar dinheiro de onde?”, questionou.
Continua depois da publicidade
Pedro
Veloso, diretor de engenharia da Via Araucária, destacou que a
duplicação entre Irati e Prudentópolis deve iniciar em breve.
“Hoje
o objetivo principal são mais 20 km de duplicação que pretendemos
iniciar até meados deste ano. Nós já temos a licença prévia para todo o
trecho a ser duplicado da 277 pela Via Araucária, e a licença de
instalação vai trecho a trecho. Hoje vamos debater com a comunidade
coisas que já estamos apresentando com os municípios e representantes,
mas aqui de uma forma formal e que depois divulgaremos toda a ata de
respostas, mas estes 20 km, do quilômetro 266 ao 285”, frisou.
Sobre a desapropriação, Pedro destacou que se trata de uma obra de utilidade pública.
“É uma obra de utilidade pública, e quando o projeto é aprovado na ANTT
(Agência Nacional de Transportes Terrestres), que é o órgão que faz
toda a fiscalização da concessão, entramos com um decreto de utilidade
pública e, a partir disso, priorizamos sempre a negociação das áreas.
Apenas aqueles processos que não têm uma negociação frutífera vão para
vias judiciais, onde a posse ocorre via Justiça. Priorizamos sempre o
processo negociado e temos tido bons sucessos nesta negociação junto à
comunidade de forma antecipada à obra. Já temos muitas conversas
avançadas para o trecho que está em obras e para este trecho novo também
muitos proprietários já foram notificados e sempre com antecedência em
relação à obra e à real necessidade de intervenção em campo”, pontuou.
Outro
questionamento feito pelos agricultores foi em relação à travessia de
máquinas pela rodovia após a duplicação. O agricultor Ângelo Schebelski
(Dinho) disse que os moradores e trabalhadores das proximidades estão
preocupados com o assunto há algum tempo.“Nós já estamos
há muito tempo conversando com vários segmentos, não só com a Via
Araucária, mas também com várias outras autoridades, com o nosso
prefeito, e existem várias tratativas. Temos algumas coisas que eles
prometeram que vão rever e tentar arrumar uma solução, mas até agora,
bem no papel, não temos nada ainda. Estamos aqui hoje para acompanhar
atentamente não somente eu, mas também esta presença muito grande de
agricultores das regiões de Irati e Prudentópolis, que são os próximos.
Estamos acompanhando atentamente, abertos ao diálogo, e esperando que o
nosso problema seja solucionado, uma vez que o objetivo da duplicação é
melhorar a segurança, e para isto precisa separar o trânsito de máquinas
agrícolas de quem está viajando e transportando.
Continua depois da publicidade
Nós estamos neste
impasse ainda, mas esperamos, tivemos muitas tratativas em várias
reuniões e o assunto está sendo discutido. Eu acredito que as
autoridades competentes estão tomando as providências necessárias”,
afirmou o produtor.
Em
resposta aos produtores, o engenheiro Pedro disse que a execução de
intervenções para travessia de máquinas na rodovia não está prevista no
contrato de duplicação.
“Isto não vai ser resolvido no
nosso contrato, pelo menos esta é a visão hoje da concessionária Via
Araucária, da ANTT, da Secretaria de Infraestrutura e Logística, do
Governo do Estado e do IAT. Fizemos algumas reuniões, assim como a
secretaria do município também, estas reuniões continuam ocorrendo, de
modo que os agricultores tenham a sua compensação, de modo que haja
alguma obra de infraestrutura via ISS ou outros meios, que permita que
seja mitigado este impacto que hoje vai existir. Ele vai existir, a
rodovia vai ser duplicada, e, portanto as máquinas que cruzam na
transversal, assim como os carros, deixarão de cruzar, exceto pelos
retornos em desnível. Graças a isto, vamos ter a segurança tão almejada
para a BR 277”, comentou.
A Via Araucária também apresentou estudos sobre o impacto ambiental que a duplicação trará para a região. Em
entrevista à Najuá, o coordenador de meio ambiente da empresa, Alisson
Mendonça, contou que tipo de vegetação foi encontrada às margens da
rodovia. “Encontramos muita araucária, encontramos também nos nossos
estudos de biodiversidade a Curitiba Prismática, que é uma espécie que
tem sua ocorrência restrita aqui na região. Estamos com programas
voltados para fortalecer esta espécie também. Falamos muito de
araucária, mas falando em biodiversidade, o nosso foco às vezes é
retirar o pinus e outras espécies invasoras, para fazer com que outras
espécies, como a Curitiba Prismática, venham a dar qualidade para a
nossa floresta e para fazer com que a nossa araucária tenha um melhor
desenvolvimento”, afirmou.
Alisson garantiu que a obra está sendo feita de maneira sustentável. “Às
vezes tiramos uma árvore da rodovia que talvez não tenha um valor de
biodiversidade tão grande porque está sozinha do lado da rodovia, vamos
inclui-la e outras mais, porque multiplicamos o número de árvores
derrubadas na hora de plantar. Inserimos ela em um ambiente em que ela
traga mais valor para a nossa biodiversidade, os rios e as áreas
protegidas. Este processo, a rodovia é fundamental que dupliquemos para
reduzir acidentes e melhorar a infraestrutura e sempre de maneira
sustentável para que a biodiversidade seja menos impactada possível e
que a comunidade entenda o que está acontecendo também”, frisou.
O prefeito Emiliano Gomes destacou a importância da realização do
encontro. “Isto é bom porque esclarece e sana todas as dúvidas. É uma
grandiosa obra que, de fato, vai beneficiar a cidade de Irati, em todos
os aspectos, no logístico e na geração de emprego e renda.
Continua depois da publicidade
Inicialmente a
obra vai gerar cerca de 100 empregos diretos e na sequência cerca de
600 empregos durante os três anos de andamento. Esta segunda etapa da
obra envolve Irati e Prudentópolis, que vão ser esclarecidos os
licenciamentos ambientais e tudo aquilo que compõe esta grandiosa obra
para que, de fato, possa ficar cada vez mais claro para a população o
funcionamento e a participação dos interessados”, ressaltou.
As
próximas reuniões sobre as duplicações serão realizadas em Palmeira, no
dia 09, e em Balsa Nova no dia 11. Nas duas cidades, os eventos serão
feitos nas câmaras municipais a partir das 19 horas.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP.
GRUPO 2 - CLIQUE AQUI.
GRUPO 1 - CLIQUE AQUI.
GRUPO 4 - CLIQUE AQUI.
GRUPO - CLIQUE AQUI.
GRUPO 3 : CLIQUE AQUI.
GRUPO 5: CLIQUE AQUI.
GRUPO 6: CLIQUE AQUI.
CURTA AQUI NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK
OS COMENTÁRIOS NÃO SÃO DE RESPONSABILIDADES DO INTERVALO DA NOTICIAS. OS COMENTÁRIOS IRÃO PARA ANALISE E SÓ SERÃO PUBLICADOS SE TIVEREM OS NOMES COMPLETOS.
FOTOS PODERÃO SER USADAS MEDIANTE AUTORIZAÇÃO OU CITAR A FONTE




Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.