By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: TERRA
Com a decisão do STF, as doações de empresas nas eleições passam a ser
proibidas. No entanto, a polêmica sobre o assunto não está encerrada.
Semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei para
regulamentar as contribuições.
O texto aguarda decisão da presidenta Dilma Rousseff sobre sanção ou
veto. Se a presidenta sancionar a lei, será preciso uma nova ação para
questionar a validade das doações no Supremo, devido a posição contrária
adotada pelo tribunal. Para entrar em vigor nas eleições municipais do
ano que vem, eventual sanção deve ser efetivada até 2 de outubro, um ano
antes do primeiro turno do pleito.
Os três últimos votos sobre a questão foram proferidos na sessão desta
quinta-feira. O decano da Corte, ministro Celso de Mello, afirmou que as
empresas podem fazer doações e defender seus interesses no Legislativo.
No entanto, limites de contribuições são necessários para coibir
abusos. “A Constituição não tolera a prática abusiva, o exercício
abusivo do poder econômico.”
A ministra Carmen Lúcia votou contra a continuidade do financiamento
privado de campanhas políticas. Para a ministra, a influência das
doações desiguala a disputa eleitoral entre os partidos e internamente,
pois o candidato passa a representar os interesse das empresas e não do
cidadão em sua função pública.
Para a ministra Rosa Weber, o poder econômico das doações de empresas
desequilibra o jogo politico. “A influencia do poder econômico culmina
por transformar o processo eleitoral em jogo político de cartas
marcadas, que faz o eleitor um fantoche.”
A maioria dos ministros acompanhou o voto do relator, Luiz Fux,
proferido no ano passado. Segundo o ministro, as únicas fontes legais de
recursos dos partidos devem ser doações de pessoas físicas e repasses
do Fundo Partidário, garantidos pela Constituição.
Pela regra atual, as empresas podem doar até 2% do faturamento bruto
obtido no ano anterior ao da eleição. Para pessoas físicas, a doação é
limitada a 10% do rendimento bruto do ano anterior.
O fim do financiamento privado recebeu votos do relator, ministro Luiz
Fux, e dos ministros Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Joaquim Barbosa
(aposentado), Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber e Carmen
Lúcia. Teori Zavascki, Gilmar Mendes e Celso de Mello votaram a favor
das doações de empresas. Edson Fachin não votou, porque substituiu
Barbosa.
OS COMENTÁRIOS NÃO SÃO DE
RESPONSABILIDADES DO INTERVALO DA
NOTICIAS. OS COMENTÁRIOS IRÃO PARA ANALISE E SÓ SERÃO PUBLICADOS SE TIVEREM
OS NOMES COMPLETOS.
FOTOS PODERÃO SER USADAS MEDIANTE
AUTORIZAÇÃO OU CITAR A FONTE

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.