By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: Rodrigo Zub (Rádio Najuá) – Imagem: Élio Kohut
(Intervalo da Noticias/Rádio Najuá)
Questionado sobre o assunto pela reportagem da Najuá, Censi acredita que a experiência é positiva. Para ele, ter um companheiro lhe auxiliando é importante para tirar dúvidas e preparar melhor a equipe taticamente e tecnicamente nos treinamentos e no andamento das partidas. “Eu acho que duas cabeças pensam muito melhor. Eu sempre tive essa visão desde o início da carreira. Às vezes você está estressado, então uma palavra, uma orientação, uma visão diferente podem ajudar”, enfatiza.
Censi diz que a organização de uma equipe após uma partida exige compreensão de um treinador. Por isso, ele entende que trabalhar em conjunto ajuda a corrigir os erros e preparar o elenco, ou seja, os atletas que não estão sendo aproveitados. “Muita gente não entende o pós-jogo. Quando uma equipe volta de viagem está arrebentada de stress. No dia seguinte, precisa dar continuidade com quem não jogou. Não é apenas mandar o preparador físico realizar os treinos. Precisa deixar o atleta pronto. Com isso, ele estará pronto para dar retorno quando for utilizado”, analisa.
O treinador lembra que trabalha com Preisner há 15 anos. A parceria teve início quando ambos eram jogadores e se estendeu fora do gramado. Nos últimos dois anos, o contato de Censi e Preisner se intensificou. Em 2011, Preisner comandou o Francisco Beltrão, na conquista do título da terceira divisão do Campeonato Paranaense. Já no ano passado, ele dirigiu o Prudentópolis na campanha que culminou com o vice-campeonato da divisão de acesso, que garantiu o retorno da equipe à elite do futebol paranaense. Nos dois clubes, Preisner contou com a ajuda de Censi, que era responsável pelas palestras motivacionais e estudava a parte tática. “Acho importante essa parceria. Esse é o caminho do futebol. Quem achar que sabe tudo e sozinho, que é o bom, esse está com os dias contados, está morto”, reitera Censi.
“Última palavra é minha”, diz Censi
Mesmo assim, Censi não esconde sua personalidade forte. Ele comenta que por ser temperamental sempre possui a última palavra. Apesar disso, o treinador destaca a importância do trabalho do colega Preisner e diz que os atletas sabem que devem respeitar ambos. “Eu entendo que em grupo rende mais. Lógico que a última palavra é minha. Sempre fui de assumir a responsabilidade. O Joel sabe do respeito que tenho por ele e da autonomia que tem no grupo. Juntando isso e dentro de nossas limitações procuramos ser uma equipe competitiva”, comenta Censi. Ele frisa que o objetivo da equipe é evitar o rebaixamento para a segunda divisão em 2015.
Censi não estará em campo no início do paranaense
Como está suspenso por dois jogos, Censi terá que acompanhar as partidas contra o Atlético/PR e Londrina das arquibancadas. Seu retorno está programado apenas na terceira rodada contra o Rio Branco. Com isso, Preisner ficará no banco de reservas. A presença de dois treinadores faz com que aconteça uma situação peculiar. Como o regulamento da competição proíbe que dois treinadores repassem instruções à beira do campo, Censi e Preisner precisam realizar um revezamento. “Só pode levantar um. Então, um fica de pé e outro sentado. Na hora de levantar e cobrar os jogadores eu faço como sou mais temperamental. O Joel visa mais a questão de conversa e possível entendimento”, explica Censi.
Preisner valoriza amizade com Censi
Preisner também valoriza a experiência e assim como o colega afirma que duas pessoas podem tirar conclusões melhores sobre o andamento dos trabalhos da equipe. “Considero importante. Duas cabeças pensam melhor que uma. Ano passado, o Ivair vinha na véspera do jogo e ajudava na palestra motivacional e na parte tática do jogo. Deu resultado. Unindo a experiência dele e minha jogando já deu certo e vai dar novamente”, afirma.
Preisner ainda conta que Ivair deve repassar informações via celular ou rádio durante as partidas contra Atlético/PR e Londrina. “Ele estará vendo de cima, da arquibancada. Nosso pensamento é o mesmo. São 15 anos juntos e a confiança é grande. Estamos trazendo jogadores que conhecemos e procurando montar um grupo forte para fazer um bom campeonato”, revela.
Suécia utilizou dois treinadores na Copa de 2002
A experiência de trabalhar com dois treinadores, já foi adotada inclusive em Copas do Mundo. Em 2002, a seleção sueca foi comandada por Lars Lagerback e Tommy Soderberg. Na ocasião, os suecos surpreenderam e conseguiram a classificação para a segunda fase apesar de encarar o chamado grupo da morte ao lado de Argentina, Inglaterra e Nigéria. Os suecos conseguiram a liderança da chave e eliminaram a Argentina. Na oitavas de final, a Suécia perdeu por 2 a 1 para o Senegal e deu adeus ao torneio.
Confira a entrevista com Ivair e Joel ao repórter Élio Kohut:
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