sábado, 7 de dezembro de 2013

Presidente da Câmara de Prudentópolis participa da elaboração da "Carta de Brasília"



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: Edilson Kernicki (Rádio Najuá) Imagem: Divulgação

Vereadores de 20 estados brasileiros estiveram em Brasília entre os dias 26 e 29 de novembro na Marcha dos Vereadores. O evento resultou na elaboração de uma carta em que 1.300 vereadores encaminham reivindicações dos estados ao Legislativo e ao Executivo Federal. O Paraná foi representado no evento por 15 municípios, entre eles, Bituruna, Inácio Martins, Irati, Imbituva, Toledo, Foz do Iguaçu, Cascavel, Corbélia e Prudentópolis, que teve a maior bancada representativa do Paraná. A Câmara de Prudentópolis levou seis vereadores a Brasília: o presidente Julio Makuch (PSD) e os vereadores Marcos Vinício dos Santos (PT), Juca Petez (PSD), Adriano Cardozo (SD - Solidariedade), Osmar Pereira (PTB), Valdir Krik e Adilson Yako (PSC).
Os vereadores do Paraná escolheram o presidente da Câmara de Prudentópolis, Julio Makuch, para representar o estado na elaboração do plano de diretrizes de trabalho da União dos Vereadores do Brasil (UVB), com especial destaque para a chamada “Carta de Brasília”, que elenca tópicos com reivindicações de todo o eleitorado brasileiro, representados pelos vereadores. “Muitas vezes somos nós que sabemos dos problemas que ocorrem em nosso município. Deputados federais e estaduais muitas vezes só veem os eleitores em época de eleição. E nós vereadores, não. Nós estamos presentes no dia a dia. Percebo uma falta de sintonia entre o Estado, a União, que muitas vezes não fazem o que é necessário fazer”, opinou o vereador.
A carta, que estará à disposição no site da UVB (www.uvbbrasil.com.br) e também nas Câmaras de Vereadores, foi assinada por todos os vereadores presentes ao evento e encaminhada ao Congresso, reivindicando questões que envolvem reforma política. “Vemos que há projetos que aguardam há 10 anos para serem votados no Congresso. Isso é um absurdo! O Congresso se vangloriando de que estão fazendo o voto aberto, a ficha limpa. Nós, aqui na Câmara de Prudentópolis já fazemos isso há vários anos. Os vereadores têm cumprido com o seu papel democrático, têm trabalhado no dia a dia, da forma que podem e atender aos anseios da população”, salientou Makuch.
Conforme o presidente do Legislativo prudentopolitano, a Carta de Brasília é uma mensagem do Poder Legislativo do Brasil a fim de valorizar a opinião da população. Ele considera um orgulho para o estado e também pessoal poder fazer com que Prudentópolis tenha, pela primeira vez, um vereador na comissão que compôs o documento. Makuch foi um dos quatro vereadores – junto de uma vereadora do Mato Grosso, um do Pará e outra de São Paulo. “É um momento único para um legislador, para um parlamentar”, avaliou.
A elaboração do documento se iniciou com debates entre 20 vereadores – cada um representando um estado. Na segunda reunião, o número foi reduzido a 14; na terceira a 10 e, por último, os quatro parlamentares redigiram a Carta, apresentada em plenária, discutida e aprovada. “Foi um privilégio, entre 20 estados, o Paraná fazer parte e Prudentópolis participar disso aí”, considerou.
Na visão do vereador, é um grande orgulho para a Câmara de Prudentópolis. “Há muito tempo nós não víamos uma Câmara tão atuante como a nossa nessa legislatura. Vereadores que estão imbuídos de boa vontade, de esforço, estão trabalhando, estão participando e estão convocando reuniões, discutindo com a sociedade, com comissões permanentes, com assuntos de relevância”, analisa Makuch, que já participou de legislaturas anteriores.
Tópicos debatidos
No documento, os vereadores defendem necessidade de ampliar a participação política da mulher. Outro tema discutido foi à proposta de Reforma Política, que inclui o mandato único, de cinco ou seis anos. “Isso faria com que o país não parasse de dois em dois anos, nem os municípios”, alegou.
O Saúde +10 foi outro assunto discutido pelos vereadores, pois com a derrubada da emenda 29, “o Governo Federal conseguiu escapar da obrigação de investir 10% na saúde, nós estamos apoiando o movimento Saúde +10, que é 10% da receita corrente bruta da União, não apenas para contratar mais médicos, mas para dar mais estrutura para os municípios do interior”, defendeu Makuch. O vereador acredita que o problema da saúde brasileira não é apenas a falta de médico, mas a estrutura e equipamentos.
Segundo ele, é preciso fortalecer as microrregiões na área de saúde, a fim de que não seja mais necessário deslocar pacientes a outros municípios por falta de leitos, por exemplo. “Os recursos do Brasil são mal investidos. Porque nós temos recursos hoje, do Governo Federal principalmente, que são alocados onde não tem necessidade. E o vereador sabe disso, nós sabemos que nós precisamos de estrutura na região”, citou.
“Estamos batalhando também por uma questão de logística, de melhoramento do transporte, segurança nas faixas de fronteira e implantação dos parlamentos de região metropolitana”, explicou o vereador. Ele atribui que o crescimento da capital e da Região Metropolitana de Curitiba causa efeitos positivos também nas cidades do entorno. Ele citou Ponta Grossa como exemplo dessa primeira onda de expansão e crê que Prudentópolis possa acompanhar as próximas etapas desse progresso, com atração de empresas e geração de empregos.
Outro ponto polêmico debatido na carta foi a proposta de legalização de drogas como a maconha. Makuch é taxativo: “É um absurdo! Tem gente que quer ganhar dinheiro com isso, ganhar dinheiro de forma legal. Seria a mesma coisa que traficar”, crê o vereador.
Representatividade e lideranças
“Somos 57 mil vereadores no Brasil. Tivemos Câmaras com a presença de um ou dois vereadores, câmaras com cinco vereadores e a nossa foi a que mais representantes teve. E isso conta muito, demonstra a participação. No intervalo da marcha dos vereadores, muitos de nós corremos atrás dos respectivos representantes políticos e isso vai resultar em torno de R$ 2 milhões de emendas parlamentares”, contou o vereador.
O evento também contou com a presença do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), dos senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Pedro Simon (PMDB-RS), além de deputados federais e estaduais de outros estados e alguns ministros. “Tivemos um debate bastante amplo e a presença do Ministério Público, do Legislativo e de representantes do Executivo, então foi de grande valia”, enfatizou o vereador.

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