By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: HOJE CENTRO SUL – Imagem: Divulgação
Inaugurado em 1972, o Hospital Erasto Gaertner, com sede em Curitiba, é o principal centro de diagnóstico e tratamento do câncer no Paraná. Há alguns meses, a direção do hospital tem estudado a possibilidade de instalar unidades avançadas em várias cidades interioranas e uma dessas unidades seria no município de Irati.
O superintendente do Hospital Erasto Gaertner, Adriano Lago, explica que foi elaborado um mapa com as cidades onde há maior demanda de atendimento e, segundo ele, o hospital recebe um grande número de pacientes de Irati e região.
A Secretaria da Saúde do Estado do Paraná solicitou à coordenação do Hospital um pré-projeto explicando como deve ser realizada a instalação das unidades avançadas. “O próprio secretário estadual de Saúde, Michele Caputo, repassou algumas áreas onde gostaria que o projeto fosse implantado, e uma das cidades é Irati”, comenta Adriano.
O superintendente explica que a ideia é embrionária, mas que houve grande aceitação por diferentes setores. “A Secretaria de Saúde está apoiando a ideia, os prefeitos, os deputados, enfim, todos entendem que é um projeto necessário”, afirma.
Uma das apoiadoras do projeto é a deputada federal Leandre Dal Ponte (PV). Ela vem articulando junto à direção do Hospital e à Secretaria da Saúde do Estado do Paraná a possibilidade de implantação da unidade avançada em Irati. “Agora está acontecendo a conversa entre o hospital e a secretaria de Estado. Eu já conversei com o secretário Caputo e ele está muito animado com a ideia, mas o maior interesse tem que ser do hospital. Eu acho que logo as coisas vão começar a fluir mais rapidamente”, diz a deputada.
Adriano explica que o pré-projeto já está pronto e que uma reunião para apresentação e avaliação do mesmo deve ser agendada nos próximos dias com a Secretaria da Saúde.
Além disso, segundo a deputada Leandre, uma conversa com os prefeitos integrantes da Associação dos Municípios do Centro Sul do Paraná (Amcespar) está prevista para este mês. “Todos eles se portam de uma maneira muito positiva em relação a esta implantação, até porque é uma questão de redução de custos, de otimizar os recursos da saúde pública”.
Para a presidente da Associação do Núcleo de Apoio ao Portador de Câncer de Irati (Anapci), Terezinha Veres, a implantação de uma unidade avançada do Hospital Erasto Gaertner em Irati seria um sonho a ser realizado. “A demanda por atendimento está cada dia maior na nossa região, nós que acompanhamos e realizamos um trabalho voluntário com os portadores da doença sabemos o quanto a vinda do hospital é importante e facilitaria o tratamento que é tão sofrido”, relata.
Deputada Leandre apoia novo medicamento para tratamento de câncer
Produzida pela Universidade de São Paulo (USP), a fosfoetanolamina sintética tem demonstrado resultados positivos na contenção e redução de tumores, mas não apresenta registros no Ministério da Saúde nem na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
No dia 06 de outubro, o Supremo Tribunal Federal derrubou a decisão do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que suspendia o fornecimento da substância a pacientes com câncer.
A decisão de liberar novamente a medicação foi tomada pelo ministro Luiz Edson Fachin, que concedeu liminar a pedido de uma paciente em estado terminal. O parecer tem repercussão geral, o que significa que a decisão deve ser estendida a casos idênticos.
Por se tratar de um remédio experimental, a liberação da substância tem causado grande repercussão e divide opiniões. Alguns são contra a liberação, enquanto outros acreditam que a mesma trará grandes avanços para o tratamento da doença.
Leandre Dal Ponte (PV) foi umas das primeiras parlamentares a ter interesse na pesquisa e dar crédito aos pesquisadores. “É algo que eu considero incrível, porque nós não estamos falando de crença, nós estamos falando de ciência, de pesquisadores brasileiros que publicam fora do país e aqui no país tem grande dificuldade para as coisas acontecerem”.
A deputada afirma que quando esse medicamento conseguir ser registrado no país será algo histórico. “É uma descoberta histórica, porque quem se aprofundar um pouco no assunto consegue perceber que este medicamento só age nas células malignas, não é como os outros quimioterápicos que acabam destruindo todas as células que estão em proliferação”, explica.
Leandre ainda diz que é preciso lutar muito para que esse medicamento entre no mercado. “Porque mais do que ser eficiente, o medicamento é muito barato. Menos de 1% das pesquisas relacionadas à saúde são realizadas no Brasil e não é porque são pesquisadores brasileiros que não devem ter crédito, pelo contrário, nós temos que incentivar os cientistas brasileiros, porque eu tenho certeza que este medicamento será um divisor de águas no tratamento contra o câncer”, conclui a deputada.
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