sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Jovem cria cadeira de rodas para cachorro feita de bambu: 'Quero melhor qualidade de vida para esses cães

By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1/PR Imagem: Divulgação

Amante dos amigos de quatro patas, Lucas Donaduzzi, de 29 anos, adotou, até o momento, 15 cachorros que encontrou machucados ou atropelados pelas ruas de Pato Branco, no sudoeste do Paraná.
Um dos casos o inspirou para o tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC): criar uma cadeira de rodas que pudesse ser leve e adaptável para cada cãozinho. A próxima etapa é aprimorar o projeto, com um manual, em uma pós-graduação. 
“Meu objetivo nunca foi o de vender a cadeira, mas poder criar e ensinar outras pessoas a fazer o mesmo. Quero uma melhor qualidade de vida para esses cães.”
O despertar para a ideia ocorreu com o acolhimento da Bela, uma chow chow, que foi encontrada abandonada após um atropelamento. 
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Por causa do acidente, segundo Donaduzzi, ela perdeu a locomoção das patas traseiras.
Ele explicou que mesmo com a compra de uma cadeira de rodas, as limitações da cachorra eram grandes. Infelizmente, Bela não resistiu aos ferimentos e morreu seis meses.
Mesmo assim, para ajudar outros cães, Donaduzzi desenvolveu o protótipo da cadeira de rodas em 2018, no último ano de engenharia mecânica, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Pato Branco. 
O vira-lata Faísca foi o primeiro a experimentar a criação do então estudante.
Segundo o engenheiro, o cãozinho sobreviveu a uma picada de aranha marrom, mas ficou com uma ferida aberta no local e as patas traseiras perderam o movimento
"O Faísca tem saúde. Ele queria brincar com os outros cachorros, mas ficava limitado. Quando vi ele brincando com a cadeira, fiquei bem feliz”, contou.
Foram oito meses de desenvolvimento, segundo o engenheiro, e cinco protótipos até o resultado final.
O custo total da cadeira de rodas ficou em R$ 150. Os principais materiais são bambu, linha de nylon e rodas de plástico.
De acordo com o projeto, além do preço, a escolha pelo bambu foi porque o material é uma planta tropical e renovável.
“Se preocupar com eles é um negócio que vem do coração, a gente sente que tem que ajudar os bichinhos", disse. 
Melhorias e inclusão
Conforme o engenheiro mecânico, a intenção dele é fazer uma pós-graduação em 2020. Dentro da instituição de ensino, ele disse que pretende melhorar o protótipo. 
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"O problema dos cães é começar o movimento, se tiver um sistema que ajuda a impulsionar o primeiro movimento isso facilitará a locomoção. Quero implantar um sistema com assistência elétrica", explicou.
Desde o TCC, Donaduzzi disse que quer criar um manual de instruções para a montagem da cadeira de rodas de bambu.
O engenheiro disse que tentou uma vez, mas o primeiro manual não ficou adequado. Por isso, também pretende melhorar a didática e conteúdo do material durante a pós-graduação
Para o criador do projeto, o resultado e potencial da cadeira de rodas de bambu são gratificantes.
Segundo ele, não foi possível mensurar o número de cachorros debilitados que poderão usar as cadeiras.
Entretanto, envolvido com a causa animal há 7 anos, o engenheiro disse que os números de abandono e atropelamento são grandes. Por isso, muitos cães poderão ser beneficiados com o projeto.
A melhor parte, segundo ele, é ajudar os animais e saber que a retribuição deles não tem preço.
"Principalmente os que estão mais debilitados na rua, eles têm um brilho no olhar. Ele quer te agradar todo dia, quer retribuir e até parece que te diz o quanto está feliz." 
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Como Bolsonaro conseguiu atingir Luciano Bivar com o fim do DPVAT?


By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: YAHOO Imagem: Divulgação

O fim do seguro obrigatório a veículos no país, o Dpvat, anunciado nesta terça-feira (11) pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), atinge diretamente os negócios de seu desafeto, o deputado Luciano Bivar.
Bivar é presidente nacional do PSL e entrou numa escalada de hostilidade com o Presidente da República pelo controle do partido.
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Bivar é acionista e foi diretor presidente da Companhia Excelsior de Seguros, com sede em Recife e que tem 1% das ações da Seguradora Líder, que gerencia os recursos e administra o Dpvat. Segundo um balanço da seguradora de Bivar, em 2017, a empresa obteve de receita R$ 5,2 milhões oriundos do Dpvat (parte do recurso foi gasto com a própria administração do seguro dentro da empresa). Na Junta Comercial de Pernambuco, a Excelsior é registrada com um capital de R$ 35 milhões.
A seguradora, portanto, será diretamente atingida com o fim do seguro obrigatório anunciado na terça por uma Medida Provisória.
Em dez anos, o seguro Dpvat foi responsável pela indenização de mais de 4,5 milhões de acidentados no trânsito brasileiro (485 mil desses casos foram fatais). Além de indenizações por mortes, o seguro também cobre gastos hospitalares e sequelas permanentes.
Bolsonaro justificou o fim do seguro mediante os altos índices de fraudes e os elevados custos operacionais do seguro.
A gerenciadora do Dpvat , a Seguradora Líder, é formada por um consórcio de 73 empresas do ramo, entre elas a Mapfre, a Porto Seguro e as seguradoras dos bancos Caixa e Bradesco, por exemplo.
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O fim do Dpvat foi feito por Medida Provisória, ou seja, tem força de lei a partir de sua edição. A nova regra deve ser votada pelo Congresso, que pode modificá-la, em até 120 dias. Caso contrário, caduca; nesse caso, isso significa que voltaria a existir o Dpvat ​.
Recentemente Bolsonaro tornou pública uma disputa interna de poder com Bivar pelo controle do partido.
A divergência dentro do PSL ficou evidente após Bolsonaro comentar com um de seus apoiadores que o presidente do partido estava "queimado pra caramba".
Na semana seguinte, a Polícia Federal deflagrou operação que teve o deputado federal como alvo e que buscava provas em um inquérito sobre candidaturas de laranjas no partido, em caso revelado pela Folha de S.Paulo em fevereiro.
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