sábado, 25 de agosto de 2018

Com doença grave, bebê de 7 meses é salva por equipe do Santa Tereza em Guarapuava


By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: REDE SUL DE NOTICIAS Imagem: Caio Budel (Rede Sul de Noticias)


Quem vê o sorriso da mãe, Sara Fernanda Schram, sequer consegue imaginar o desespero e angústia vividos por ela e pela família nos últimos 29 dias, tempo que a filha, a pequena Sophia de Abreu, de apenas sete meses, ficou internada no Hospital Santa Tereza, em Guarapuava. A criança, que vive com a mãe no bairro Vila Bela, foi diagnostica com meningococcemia, uma infecção bacteriana aguda que pode evoluir para um quadro fatal rapidamente. Hoje, quase um mês depois do diagnóstico, o sentimento é de tranquilidade sobre uma luta que, em alguns momentos, pareceu impossível de se vencer.
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“Quando eu recebi o diagnóstico, fiquem sem chão, principalmente pela gravidade da doença. Um dia antes disso estourar ela estava bem boa”, lembra a mãe.
De acordo com Sara, a família percebeu que algo não estava certo com a pequena Sophia após ela apresentar um quadro de febre alta. Ela chegou a ficar com 39,5 graus. Sem ter suspeitas do que poderia ser, Sara levou a filha até a UPA.
“Ela foi medicada com dipirona e ficou em observação. Depois disso, quando abaixou um pouco a febre, ela foi liberada. Mas eu sabia que ela ainda não estava bem”.
Quando voltaram para casa, a criança passou o dia sonolenta. Segundo a mãe, em alguns momentos, a bebê gritava bastante. “Não era só choro, sabe?”, lembrou.
Sara, que é mãe de primeira viagem, foi aconselhada a todo momento pela avó de Sophia.
Ainda sem ter a noção de que a pequena tinha meningococcemia, ambas chegaram a levar a bebê a uma benzedeira.
CORRIDA CONTRA O TEMPO
Às pressas, Sophia foi levada para o Hospital Santa Tereza. Na época, ela ainda tinha seis meses. O diagnóstico foi imediato, feito pelo médico Carlos Rogério.
“Ele percebeu na hora o que era e mandou ela direto para UTI. Quando ele internou ela, já me disse que a doença era rara e que poucas pessoas sobrevivem”.
Foram 11 dias na UTI Neonatal, 19 dias na enfermaria, sem contar o tempo que a pequena passou no isolamento. Um momento de apreensão para Sara e para toda a família.
“Eu me senti sem esperanças. Aconteceu muito rápido. Quando soube que poucas pessoas sobrevivem, achei que ela não ia conseguir”.
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Mas depois da tempestade, veio a calmaria. Com poucos dias de internamento, a pequena Sophia começou a reagir aos medicamentos.
“Quando começaram a notar uma melhora no quadro dela, o tom de voz dos médicos mudou. Eles falavam com mais alegria sobre ela. Nos deu esperança. Entregamos na mão de Deus e ele salvou a Sophia”.
EQUIPE DE ATENDIMENTO
O trabalho que envolveu o caso da pequena Sophia mobilizou toda a equipe da UTI pediátrica do HST. Além do médico Carlos Rogério, a Sophia também foi atendida pelas pediatras Lisiane Stroparo, Caroline Bortolotto e Fulvia Sozim.
Segundo o médico que fez o diagnóstico de Sophia, o caso dela foi possível de ser revertido, principalmente, pelo diagnóstico precoce.
“Quando ela chegou aqui, notei de cara o que era. Conseguimos interna-la a tempo e começarmos o tratamento adequado. Foi um caso raro, já que pessoas com essa doença costumam vir a óbito”.
No caso de Sophia, ela teve pequenas sequelas causadas pela doença. Em casos mais graves, alguns membros precisam ser amputados.
“É como se a bactéria se alimentasse da pele da pessoa. Vai deteriorando. No caso da Sophia, ela ficará com pequenas marcas onde as manchas apareceram”, explica Carlos, lembrando que a doença pode atingir, também, os adultos.
“Como é uma bactéria, qualquer um pode pegar. Para prevenir, é importante que as vacinas estejam em dia”.


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