terça-feira, 18 de julho de 2017

'Nunca vou esquecer o Dudu', diz homem salvo por vira-lata de ataque de pit bull



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: Vinícius Alves (G1)


Como velhos amigos, Dudu, de 8 anos, e Bento de Souza Machado, de 53 anos, brincam como se já se conhecessem há anos. A interação é grande, mas a amizade que parece já durar um tempão teve início no fim de junho, em Ribeirão Preto (SP). Dudu, um vira-lata, salvou Machado do ataque de um pit bull que tinha escapado de uma casa.
O instinto de Dudu, que partiu para cima do pit bull Roque, fez com que a história tivesse um final feliz. Ainda se recuperando dos ferimentos na perna, Machado reencontrou o cão-herói e o G1 acompanhou o momento.
“O Dudu é o meu maior amigo. O Dudu eu não esqueço nunca mais”, diz Machado, emocionado. 
Lembranças
No início da semana, Machado voltou ao local do ataque e foi recebido pelo pedreiro Hélio Barbosa de Oliveira, de 47 anos, dono do Dudu e um dos responsáveis pelo salvamento. Oliveira diz que ouviu os gritos de socorro vindos da rua e abriu o portão. Toda a ação foi na porta da casa dele.
“Eu abri o portão e nisso o cachorro já estava grudado na perna dele. Aí meu cachorro [Dudu], pulou por cima de mim e foi pra cima do outro cachorro. Os dois rolaram na rua e ficaram atracados. Nisso, o pit bull soltou a perna do senhor”, lembra. 
Gratidão
Durante o reencontro, Dudu distribuiu lambidas ao homem que salvou, e em troca recebeu muitos carinhos. Uma relação de confiança e intimidade que, em grande parte das histórias, é construída e conquistada em uma convivência diária por meses ou anos, mas que neste caso foi “amor à primeira vista”, já que a dupla nunca havia se encontrado antes.
Graças à coragem do vira-lata em arriscar a própria vida e salvar a do homem, a amizade dos dois deve permanecer forte ao longo dos anos, como acredita Machado. 
Xodó da casa
Dudu está com a mesma família há oito anos. Chegou pequeno, foi doado por um vizinho, que é caminhoneiro, e o encontrou abandonado em um posto de gasolina. A mulher de Oliveira, a dona de casa Suzi Ferreira dos Santos, caiu de amores pelo cão e começou a cuidar dele.
“Ele é da família. É como se fosse um filho, e agora mais ainda”, conta Suzi, que deu o nome de Dudu a ele. “Foi o nome mais fácil que encontramos para dar para ele na hora de falar”, explica.
O vira-lata é considerado o “filho” mais velho do casal, que cuida dele com toda atenção e todo carinho. Há quatro meses, Dudu ganhou uma “irmã” humana. Curiosa, a pequena Eloá observa todos os movimentos do cão, sorri e se diverte com ele.
“Ela ainda não brinca com ele, pois é muito pequena. Mas, não tem medo e ele tem ciúmes dela já. Quando chega alguém aqui, ele fica na porta olhando dela. Já fica cuidando dela”, diz a mãe. 

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