quinta-feira, 1 de junho de 2017

Fomento Paraná defende leilão da Arena e não aceita negociar valores



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: TRIBUNA DO PARANÁ Imagem: Luiz Ferraz

A briga entre Atlético e o governo em relação ao pagamento da conta da reforma da Arena da Baixada para a Copa do Mundo de 2014 promete ir longe. Avaliado, segundo perícia judicial, em R$ 634.950.000,00, o estádio pode ser leiloado em breve, caso o juiz Guilherme de Paula Rezende, da 4.ª Vara da Fazendo Pública de Curitiba, determine o pagamento imediato do empréstimo por parte do Atlético.
A medida é defendida pela Fomento Paraná – agência de crédito vinculada ao governo estadual – que cobra na Justiça o valor de R$ 291 milhões, emprestados à CAP S/A, sociedade criada pelo clube para gerenciar a reforma do estádio.
“Nós temos absoluta convicção de que são empréstimos totalmente enquadrados dentro da legislação. Não seria nenhum exagero a Arena ir a leilão. Ninguém obriga nenhum devedor a ofertar suas garantias. O próprio potencial construtivo e o Centro de Treinamento também foram dados como garantias”, afirmou Samuel Suss, diretor jurídico da Fomento Paraná, em entrevista à Gazeta do Povo. A indicação do imóvel partiu do Furacão, pois o clube considera que a penhora da praça esportiva não afeta o seu funcionamento, ao contrário de outras receitas.
No entanto, a bronca atleticana está na divisão dos valores. O Rubro-Negro alega que a Fomento cobra o valor que deveria ser dividido entre a prefeitura e o governo estadual, firmado no acordo tripartite para as reformas na Baixada. O Furacão pede que as três partes dividam o valor final da obra, de R$ 354 milhões, e não a quantia inicial, de R$ 184 milhões.
“O Atlético quer pagar a Fomento. Mas a Fomento está cobrando do Atlético a parte que cabe ao estado e à prefeitura também”, reclamou o advogado do clube, Luiz Fernando Pereira. “A Fomento quer que se pague o financiamento integral, independentemente de estado e prefeitura cumprirem suas partes”, reforçou.
Mas o banco de crédito alega que o acordo não envolve a instituição e esta é uma questão que deve ser resolvida pela administração do Atlético. Além disso, recusa qualquer negociação de valores.
“Algumas questões relativas a encargos moratórios, multas, parcelamento e eventuais alongamentos de datas podem ser negociados. Mas o valor originalmente tomado não será negociado. O financiamento foi firmado pela CAP/SA. O acordo tripartite é uma situação que o Atlético cobra do Município e do Estado do Paraná. A forma como o clube vai se capitalizar cabe exclusivamente a CAP/SA e não a Fomento (fonte do empréstimo)”, contestou Suss, que nega que a Fomento possa falir caso a Justiça determine o não pagamento da dívida por parte do Atlético.
“Não existe nenhuma possibilidade disso acontecer. Nós tivemos um lucro liquido de R$ 101 milhões no ano passado e valores estimados de R$ 127 milhões para 2017. Nosso patrimônio é de R$ 1,5 bilhão. O empréstimo foi feito através do nosso Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), que também situação financeira extremamente sólida. Esse risco não existe em hipótese alguma”, completou.

OS COMENTÁRIOS NÃO SÃO DE RESPONSABILIDADES DO INTERVALO DA NOTICIAS. OS COMENTÁRIOS IRÃO PARA ANALISE E SÓ SERÃO PUBLICADOS SE TIVEREM OS NOMES COMPLETOS.
FOTOS PODERÃO SER USADAS MEDIANTE AUTORIZAÇÃO OU CITAR A FONTE

Nenhum comentário:

Postar um comentário