quinta-feira, 1 de junho de 2017

Criança diz que pai a agrediu com corrente e pá de construção após problema com cheque



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: Policia Civil


O menino de 10 anos, vítima de maus-tratos pelo pai com uma pá de construção, correntes, chutes e socos em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, disse que começou a ser agredido depois de um problema com um cheque. O pedreiro José Carlos Batista, de 46 anos, foi detido suspeito de agredir o filho e liberado em seguida.
De acordo com o Conselho Tutelar, que acompanha o caso, a criança relatou que o pai o agrediu na segunda-feira (29) depois que o menino buscou um pagamento em cheque, a pedido do suspeito. O cheque teria apresentado um problema e José ‘descontou’ a raiva no menino. A criança foi atingida por diversos golpes, principalmente na região da cabeça.
“No depoimento o menino ficou muito nervoso. Ele disse que chegou da escola e pegou o cheque que o pai pediu, então disse que o pai bateu nele, mas nada justifica”, afirmou a conselheira tutelar, Keila dos Santos.
Segundo a Polícia Civil, a criança pulou o muro de casa e procurou ajuda para fugir das agressões. Depois de sair, ele foi até uma loja de confecções e foi levado para o Conselho Tutelar. O pai da criança chegou a comparecer à delegacia, mas foi liberado após prestar depoimento.
O menino foi levado para uma unidade de saúde e recebeu alta após ser medicado. A médica receitou remédios, caso a criança sinta dores de cabeça ou tonturas. “A mãe é divorciada e tem a guarda da criança, mas o menino estava com o pai porque pediu para passar um tempo com ele. A escola disse que nunca percebeu machucados ou agressões”, ponderou a conselheira.
Conforme a Polícia Civil, o pai do menino vai responder a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). A mãe do menino buscou o filho em Sorriso e o levou para a cidade de Paranaíta, a 849 km de Cuiabá, onde mora. O menino ainda deve receber acompanhamento psicológico e do Conselho Tutelar daquele município. 
“Ele viu o pai ser detido. Depois de falar conosco, ele [o menino] perguntou várias vezes se o pai estava bem e se tinha sido solto”, observou a conselheira.

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