sexta-feira, 7 de abril de 2017

Justiça manda soltar casal preso por suspeita de manter mulher como escrava por 15 anos



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: RPC Imagem: Divulgação


A Justiça mandou soltar o homem e a mulher, de 55 e 60 anos, suspeitos de manter uma mulher de 35 anos como escrava em Ipiranga, na região dos Campos Gerais do Paraná. A decisão, da tarde desta sexta-feira (7), determina o pagamento de fiança de R$ 9.370. Os dois devem deixar a cadeia ainda nesta sexta.
De acordo com o delegado Guilherme Luiz Dias, responsável pelo caso, a vítima foi contratada como empregada há 17 anos. "Ela não recebia havia mais de 15 anos pelos serviços que prestava", explicou.
O casal foi preso na noite de quinta-feira (6) e, em seguida, foi encaminhado para a 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, na mesma região do estado, porque não há carceragem na delegacia de Ipiranga.
A vítima foi levada de volta para a família.
A Justiça determinou a liberdade provisória mediante pagamento de fiança e o cumprimento de algumas medidas restritivas, até o julgamento. Eles não podem se aproximar e nem manter contato com a vítima, precisam comparecer uma vez por mês em Juízo e não podem se mudar e nem sair da Comarca por mais de 8 dias.
O que diz a defesa
O advogado do casal, Luiz Carlos Silveira, acredita que, assim que os dois forem ouvidos, devem ser liberados da suspeita.
"Não vejo elementos que indiquem trabalho escravo porque é uma questão técnica que vamos reservar para discutir na fase judicial", declarou.
Segundo Silveira, os dois foram apanhados de surpresa e tinham a suposta vítima como se fosse uma pessoa da família.
"Ela [a suposta vítima] não estava presa, não estava sendo forçada a trabalho. Ela trabalhava para eles e inicialmente tinha carteira de trabalho assinada. Depois, eles criaram um vínculo, ela vivia com eles, mas não com essa condição de trabalho análogo a escravo porque ela tinha liberdade, não era presa. Poderia sair da casa a hora que quisesse", relatou.
O advogado disse, ainda, que a mulher trabalhava no salão como manicure autônoma e recebia o pagamento diretamente dos clientes. "Ela estava lá de livre e espontânea vontade", afirmou Silveira.
"Eu ainda não ouvi a história completa deles, eles ficaram espantados de como foi gerar essa situação", finalizou o advogado. 
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