domingo, 5 de março de 2017

Prefeito chama médico para trabalhar durante paralisação no RS; veja vídeo



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: G1

Um vídeo divulgado pela Prefeitura de Caxias do Sul, na Serra do Rio Grande do Sul, mostra o prefeito Daniel Guerra telefonando para um médico de uma unidade de saúde para chamar o profissional para trabalhar. As imagens foram veiculadas nesta quinta-feira (2), durante paralisação da categoria que afetou o atendimento em postos da cidade nesta semana.
"O senhor tinha horário hoje para atender 16 pacientes, então faça a gentileza de cumprir seu horário. Até porque, pelo que me consta, o salário está em dia e a parte da sua obrigação é prestar serviço", diz Guerra ao telefone.
A categoria deu início nesta quarta à paralisação, insatisfeita após a prefeitura cobrar o cumprimento da carga horária. Em assembleia, foi decidido que os médicos voltam ao trabalho na próxima segunda (6).
No primeiro dia, o sindicato estimou que a adesão foi de cerca de 80% dos 350 profissionais, e moradores que procuraram atendimento enfrentaram transtornos. O município calcula que mais de 2,5 mil consultas deixaram de ser realizadas. A assessoria de imprensa da prefeitura não informou se o médico que atendeu Guerra compareceu ao trabalho.
No dia 23 de janeiro, a prefeitura comunicou a determinação de que os médicos que atuam em Unidades Básicas de Saúde e no Centro Especializado em Saúde da cidade registrem a entrada e a saída do trabalho em relógio-ponto, e cumpram 20 horas por semana, a partir desta quarta. Os médicos dizem que aceitam bater ponto se tiverem um aumento de R$ 2 mil nos salários e carga horária de 12 horas semanais, e com o numero de consultas passando de 9 para 18 por dia.
Se o pedido for aceito, a remuneração mensal da categoria sobe para R$ 5,5 mil. "A repercussão financeira para a prefeitura seria em torno de R$ 180 mil por mês e para população, a repercussão seria em torno de 20 mil consultas a mais por mês", argumenta o presidente do Sindicato dos Médicos de Caxias do Sul, Marlonei dos Santos.
Para tentar acabar com o impasse, a Secretaria de Saúde sugere a redução da carga horária em caráter facultativo, sem o aumento salarial "Infelizmente esse impacto econômico não pode ser ofertado porque a prefeitura não tem condições financeiras para tanto. Então nós respondemos dizendo que aceitamos a redução da carga horária desde que um projeto de lei seja feito e, portanto, dê garantia legal", diz o secretário Darcy Ribeiro Pinto Filho.
Assista aqui o vídeo.

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