quarta-feira, 22 de março de 2017

“Nunca recebi dinheiro da Odebrecht”, diz Richa sobre Lista de Janot



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: PARANÁ PORTAL Imagem: Divulgação



O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), que foi citado na lista de Janot, negou, nesta quinta-feira (16), ter recebido qualquer recurso da Odebrecht, empreiteira investigada na Operação Lava Jato. Além de Richa, na lista também aparecem, entre os governadores citados, os nomes de Geraldo Alckmin (PSDB), de São Paulo; Renan Filho (PMDB), de Alagoas; Fernando Pimentel (PT), de Minas Gerais; Tião Viana (PT), do Acre; e Luiz Fernando Pezão (PMDB), do Rio de Janeiro.
A lista com 83 pedidos de abertura de inquérito contra políticos com foro privilegiado foi entregue na terça-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e é baseada nos depoimentos de 77 executivos da empreiteira, que têm acordo de delação premiada na operação.
Não foram informados, ainda, detalhes sobre as acusações envolvendo Richa. “Estou contratando um advogado para que possa ter acesso a esse processo e o conhecimento dos fatos nos quais eu fui citado. Da minha parte, desconheço o contexto que levou a inclusão do meu nome nessa lista da Procuradoria-Geral da República”, disse o governador.
“Eu estou absolutamente tranquilo, confio plenamente na Justiça. E sou o maior interessado em que isso seja profundamente, detalhadamente, o mais rápido possível, investigado. E acredito, que assim como vários outros citados já tiveram seus processos arquivados, o meu terá o mesmo destino”.
Dinheiro da Odebrecht
Beto Richa negou o recebimento de recursos da Odebrecht ou empresas ligadas à empreiteira. “Não temos nenhuma doação. Nós temos um comitê financeiro que, em todas as campanhas, é legalmente constituído. Pessoas autorizadas por mim, que fazem parte desse comitê, são as únicas que podem fazer captação de recursos para campanhas eleitorais. Tudo dentro da lei. Todas as doações com origens lícitas. E sempre prestadas as contas, declarado na nossa prestação de contas e aprovado pela Justiça Eleitoral”, disse, ressaltando que o comitê tem pleno conhecimento da legislação.
“Quero dizer que, em todas as campanhas, sempre fui muito cuidadoso com isso. As últimas prestações de contas, inclusive, mereceram reconhecimento pelo detalhamento pelo Tribunal Regional Eleitoral”, afirmou. As investigações referentes aos governadores devem ficar a encargo do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
No dia 3 de março, o jornal Gazeta do Povo revelou que o Diretório do PSDB no Paraná recebeu doações de empresas que seriam laranjas do Grupo Odebrecht. São cervejarias ligadas ao Grupo Petrópolis – que fabrica a cerveja Itaipava. O dinheiro teria sido usado na campanha eleitoral de 2010.
Segundo Marcelo Odebrecht e Benedicto Júnior, em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o grupo teria sido usado como laranja da Odebrecht para repasses eleitorais. As empresas Praiamar e Leyros de Caxias – ambas ligadas ao Grupo Petrópolis – repassaram R$ 200 mil para o diretório estadual do PSDB.
O mesmo valor aparece relacionado ao nome de Beto Richa e do partido na planilha da Odebrecht apreendida em março do ano passado pela Polícia Federal na Operação Xepa.
A planilha estava em posse do executivo Benedicto Barbosa Júnior e listava mais de 200 políticos de diversos partidos, incluindo o nome do governador Beto Richa (PSDB). Nesse caso, no campo “nome do candidato” consta PSDB – Diretório Estadual do PR. Como beneficiário está o nome de Beto Richa. Há dois campos financeiros: “valor” (R$ 200 mil) e “pagamento” (R$ 160 mil). Há ainda a indicação de uma data de pagamento, 24 de setembro de 2010.
Em nota ao jornal, o PSDB do Paraná afirmou que não recebeu doação da empreiteira Odebrecht em 2010. O partido admitiu, porém, ter recebido R$ 160 mil da Leyros de Caxias e R$ 40 mil da Praiamar “em conformidade com a legislação vigente”. “As referidas doações constam na prestação de contas do ano de 2010, que foi devidamente aprovada pela Justiça Eleitoral”, alega o partido.
Richa já é investigado em outro inquérito autorizado pelo STJ
Com a inclusão de seu nome na lista de Janot, Richa pode entrar na mira do Superior Tribunal de Justiça (STJ) pela segunda vez. Por ser governador de estado, Richa tem a prerrogativa de só poder ser investigado após permissão do STJ.
A corte superior já autorizou a abertura de um inquérito contra ele em março de 2016, por causa de investigações derivadas da Operação Publicano. A suspeita é de que o esquema de corrupção na Receita Estadual do Paraná tenha abastecido a campanha do tucano à reeleição, em 2014.




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