sábado, 25 de março de 2017

Ex-prefeito e ex-vereadores de Antonina são presos por corrupção e associação criminosa



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: RPC Imagem: Divulgação

Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (23) pela 2ª Promotoria de Justiça de Antonina, no litoral do Paraná, prendeu dois ex-vereadores, o ex-prefeito na gestão 2013-2016 e um assessor do ex-prefeito. Foram cumpridos também mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos.
Investigações do Ministério Público apuram delitos de corrupção ativa e passiva e de associação criminosa. Foram encontrados indícios de que o ex-prefeito pagava "mensalinhos" para os vereadores a fim de garantir a maioria na Câmara. Os dois vereadores presos inclusive votaram a favor do prefeito no processo de cassação que sofreu.
Segundo a Promotoria de Justiça, os pagamentos eram realizados com envolvimento de procuradores do Município, do então assessor e de secretários daquela gestão. Os sete réus envolvidos tiverem mandados de prisão decretados, sendo que três ainda estavam pendentes de cumprimento até a tarde desta quinta-feira.
Ainda de acordo com o MP, um ex-secretário alvo da operação também foi denunciado por haver torturado uma criança de 11 anos (em delito sem relação com o caso de corrupção) e teve deferido pedido de prisão preventiva pela prática desse crime.
Ex-secretário também preso
Um ex-secretário municipal da Antonina também foi preso nesta quinta-feira, em outra operação, deflagrada conjuntamente entre a 1ª Promotoria de Justiça e a Polícia Militar. Também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, além de sequestro de bens que seriam objetos de lavagem de dinheiro.
A ação é resultado da Operação Tangentopoli (referência ao caso precursor da operação italiana “Mão Limpas” e que significa “cidade da propina”), que investigou, durante mais de um ano, desvio de verbas públicas ocorridas entre 2013 e 2016, durante a gestão do então secretário de Planejamento e Obras Públicas.
A partir de quebras de sigilo fiscal e bancário do ex-secretário, foram constatados depósitos e transferências eletrônicas em sua conta pessoal, feitas por empresas que prestavam serviços ao Município de Antonina e que estavam vinculadas à própria Secretaria de Obras. A investigação apurou que o ex-secretário recebia valores desproporcionais aos seus rendimentos, que seriam “lavados” com a aquisição de bens registrados em nome de familiares. 
O G1 tenta contato com a defesa dos presos citados na reportagem.  


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