segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Reitor da Unicentro fala sobre suspensão do início do Calendário Letivo de 2017



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: PAULO H SAVA (RÁDIO NAJUÁ) Imagem: Élio Kohut (Intervalo da Noticias)

Na última quinta-feira, 16, a Universidade Estadual do Centro – Oerste [Unicentro] emitiu um comunicado oficial suspendendo, por tempo indeterminado, o reinício das aulas e do calendário letivo para o ano de 2017. Uma nova data para retomada das atividades deverá ser discutida na próxima sexta-feira, dia 24, em reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão [CEPE] da instituição.

Em entrevista a Najuá, o reitor da universidade, Professor Aldo Nelson Bona, ressaltou que a decisão se suspender o início das aulas foi uma decisão bastante discutida dentro da instituição. De acordo com Aldo, a Unicentro ainda não dispõe de um número de professores que possibilite o pleno funcionamento de todos os cursos. Estas vagas seriam preenchidas com a contratação de professores temporários, o que, segundo o reitor, até agora não foi autorizado pelo Governo do Estado.
“Com a falta de professores, dar início ao ano letivo geraria uma série de transtornos fundamentalmente aos estudantes. A nossa universidade, particularmente nos cursos do período noturno, recebe um conjunto de estudantes que viajam diariamente dos municípios vizinhos para as aulas, e entendemos que, fazer com que os estudantes viajem, com os desgastes e os custos que eles têm, para ter aulas parcialmente, com uma disciplina, depois ficar outras sem aula, geraria um desgaste maior para os estudantes”, frisou.
Aldo ressalta que a universidade tomou a decisão de adiar o reinício das aulas para priorizar o bom atendimento aos estudantes e aguardar a autorização do Governo do Estado para contratação temporária de professores. O teste seletivo foi realizado no fim do ano passado. “Entretanto, sem a autorização do Comitê de Política Salarial do Estado, não podemos realizar as contratações. Estamos desde o final do ano passado trabalhando com isso, e não tendo saído esta autorização até agora, a universidade achou mais prudente e uma atitude de maior respeito com os nossos estudantes, adiar o início do ano letivo”, frisou Aldo.
Segundo o reitor, a expectativa era de que a autorização para contratação dos professores temporários saísse ainda na primeira quinzena de fevereiro, o que não ocorreu. Por este motivo, ainda não há nenhuma previsão de uma nova data para o início das aulas. “Ainda assim, dada toda a burocracia necessária, depois que nós lançarmos o edital de contratação, ainda demora em torno de 30 dias para a normalização do processo. Isso não significa dizer que teremos que esperar ainda os 30 dias para iniciar o período letivo: a questão é que, tendo a autorização, a gente consegue prever quando teremos os professores, e assim conseguimos melhor organizar o horário e o cronograma das aulas, para que se possa estabelecer o início das atividades. Precisamos desta autorização do Governo, para depois calcular os prazos todos, rediscutir o Calendário Acadêmico e estabelecer uma nova data”, frisou.
Na visão do Governo Estadual, as contratações de professores temporários dependem da aprovação da Comissão de Política Salarial do Paraná, que é composta por diversas secretarias. No entanto, a Secretaria Estadual da Fazenda, a partir das análises orçamentária e financeira, é que determina os rumos da Comissão. Os processos de contratação estão sendo analisados pela Secretaria de Fazenda, sem nenhuma perspectiva de prazo para divulgação de resultados.
“Do nosso ponto de vista, não há nenhuma justificativa plausível para este atraso, uma vez que a carga horária que nós estamos solicitando para contratação neste ano é menor que a carga horária do ano passado. Isto significa que estamos trabalhando com redução de despesas na contratação de professores em relação a 2016, e portanto não há nenhum impacto orçamentário adicional, e aí ficamos sem entender qual a questão que tem impedido a Secretaria de Fazenda de concluir a sua análise e de emitir um parecer sobre o assunto”, comentou.
Na opinião de Bona, a Secretaria de Fazenda deve estar analisando os processos de todas as universidades do estado em conjunto, porém em todos os casos as instituições estão solicitando reduções em relação ao ano passado, e nos outros casos a manutenção da carga horária. “Realmente é uma questão que nos preocupa muito, é uma solicitação fundamental para o funcionamento das universidades, sem impacto nem aumento de despesas, e no entanto sem autorização até este momento”, finalizou. 
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