quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Eu vivia do Bolsa Família e hoje ganho R$ 4 mil vendendo iogurte



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: SOU MAIS EU Imagem: Divulgação


Não adiantava: por mais que eu revendesse cosméticos, roupas e sapatos e meu marido se desdobrasse em bicos de informática, não conseguíamos sustentar nossas três filhas. Era o jeito apelarmos para os R$ 70 reais do Bolsa Família! Foram quatro anos dependendo do governo, sem saber se teria dinheiro para o aluguel e a comida. Amarguei essa incerteza até 2011, quando um panfleto sobre um tal Projeto Kiteiras adoçou para sempre minha vida. Tanto que, em cinco anos, conquistei minha casa própria!
Não precisa investir R$ 1!
Foi minha mãe quem pegou o panfleto e deixou lá em casa. Ficou esquecido num canto por uns bons meses, até que um dia reencontrei e resolvi saber direito do que se tratava. Liguei para o número impresso no papel e descobri que o esquema era igual ao dos outros produtos que eu revendia: eu anotava os pedidos e pedia os kits de iogurte que as clientes escolhiam – há várias combinações de tipos e sabores – para um distribuidor, que mandava os pedidos para a sede, recebia e repassava para que eu entregasse. Você tem um pedido mínimo para fazer na primeira compra e consolidar o cadastro, mas, como são produtos perecíveis, todos já devem estar vendidos só esperando a entrega! Não é igual roupas que você compra e fica mofando em casa até alguém se interessar. 
Resolvi tentar e, logo na primeira semana, vendi 38 kits! Ofereci na vizinhança inteira, para amigas, familiares e todo mundo que eu encontrava, fiquei de segunda a sexta-feira oferecendo os produtos.  Como cada um custa de R$ 15 a R$ 25, ganhei cerca de R$ 700! É que iogurte as pessoas compram por impulso. Já cosmético e outros produtos elas pensam mais. Vesti a camisa e virei uma Kiteira.
Virei “madrinha” e passei a gerenciar vendedoras
Acredita que meu marido não gostou muito da ideia? Ele não queria que eu ficasse de casa em casa levando os catálogos para as clientes! Sem falar que não enxergava o meu dinheiro como uma renda para nossa casa, achava que era um passatempo. Mas sou teimosa, não dei ouvidos e segui com os meus iogurtes. Vendedora boa que sou, tirava R$ 2 mil reais fácil.
Depois de quatro anos, meu então distribuidor me informou que precisava de uma “madrinha” – pessoa que gerencia várias vendedoras e ganha participação sobre o total do que o grupo vende. Me interessei na hora! Para virar madrinha, era preciso trazer sete pessoas para o projeto e vender R$ 4 mil em produtos no primeiro mês. Me candidatei ao cargo e todos os dias convencia uma pessoa diferente a participar da venda dos kits. Vizinhas, amigas... Contava do projeto pra todo mundo. Me empenhei tanto que vendi R$ 8 mil, o dobro do necessário! Fui promovida a madrinha e subi na empresa.
Até o maridão deu o braço a torcer
Hoje, ganho entre R$ 3.500 e R$ 4 mil com os iogurtes! Tenho quase 400 clientes e gerencio dezenas de vendedoras. Não é fácil: às quintas (das 8h às 14h) e sextas (das 8h à meia-noite) faço pedidos das minhas kiteiras para a sede! Às segundas, pela manhã, dou assistência para elas sobre venda – dicas de como oferecer o produto,  como conversar com o cliente, o que dizer sobre os danones... Macetes que aprendi. De terça e quarta, fico algumas horas fazendo panfletagem do projeto no centro do bairro pra atrair novas pessoas.
O que meu marido acha disso? Apoia demais! Afinal, quando ficou parado em 2014, foram os iogurtes que sustentaram nossa casa. É um dinheiro tão garantido que há cinco anos saímos do Bolsa Família, demos entrada no nosso apartamento e estamos nos organizando para pagar a faculdade das meninas. Nada mal para uma mulher que só fez até a 8ª série, né? Incrível como um punhado de iogurtes transformou a minha vida! E pode transformar a sua também.
Ana Carla da Conceição, 35 anos, Kiteira da Danone, Bahia, BA.
DA REDAÇÃO
Kiteiras da Danone
Presente em Salvador (BA), grande São Paulo (SP) e Fortaleza (CE), o Projeto Kiteiras da Danone teve início em 2011 e já cadastrou mais de 2 mil kiteiras. “Desenvolvemos esse projeto para vender produtos, claro, mas também para gerar um impacto social. Daí ser focado em mulheres, que sabem melhor gerir os recursos financeiros da família”, explica Mauro Homem, gerente de Sustentabilidade da Danone. Assim, além de complementar a renda de milhares de famílias, ele promove a independência financeira e pessoal das mulheres envolvidas.
Para participar
Basta ter um documento de identificação, CPF e um comprovante de endereço. Em seguida, é necessário fazer um pedido mínimo (os kits já devem estar previamente vendidos para as clientes) de produtos. “As kiteiras lucram em torno de 30% sobre as vendas e as madrinhas ganham 3,5% sobre o faturamento total de seu grupo de vendedoras”, explica Mauro. Saiba mais sobre como se tornar uma kiteira clicando aqui

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