quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Companhias aéreas criam classe inferior à econômica nos EUA



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: FOLHA DE S PAULO Imagem: Jacky Naegelen (REUTERS)

A evolução de um sistema de castas na classe econômica dos jatos comerciais está avançando, com os passageiros divididos e tratados diferentemente de acordo com os preços que se disponham a pagar às companhias de aviação.
A American Airlines anunciou na quarta-feira passada (18) que os passageiros poderão comprar passagens da categoria "econômica básica" a partir do mês que vem, semelhantes às passagens básicas já oferecidas pela Delta Air Lines e que em breve também estarão disponíveis na United Airlines.
Mas quem desejar obter a passagem mais barata que a American ou United oferece terá de deixar em casa a bagagem de mão maior. Os passageiros que optarem pela tarifa econômica básica nessas empresas estarão limitados a transportar um volume, que se encaixe embaixo do assento —não será permitido que carreguem malas dotadas de rodas e guardadas nos bagageiros do topo da cabine.
A American Airlines não revelou os preços para essa subcategoria da classe econômica, que inicialmente estará disponível em 10 aeroportos e depois será expandida a todo o território dos Estados Unidos e a destinos internacionais de curto percurso, como o Caribe.
Na Delta Air Lines, em voos selecionados aleatoriamente para pesquisa no mês passado, as passagens econômicas básicas eram vendidos por entre US$ 7 e US$ 18 a menos que as passagens regulares de classe econômica.
Rick Seaney, presidente-executivo do site FareCompare.com, que compara os preços das passagens aéreas nos Estados Unidos, disse que a economia pode se provar ainda maior porque a Delta tende a acompanhar os preços de companhias de tarifa econômica como a Spirit Airlines e Frontier Airlines.
Mas, disse ele, a Delta Air Lines limita o número de passagens de classe econômica básica que vende, mais ou menos como limita o número de passagens que podem ser adquiridas por meio de milhas acumuladas.
A ideia por trás de uma passagem básica é concorrer melhor com as companhias de aviação de baixo preço pelos dólares dos passageiros de baixo orçamento. A Spirit e a Frontier buscam esses passageiros ao oferecer tarifas baixas, mas cobram taxas por todo serviço adicional, como o uso dos bagageiros na cabine.
A Delta oferece passagens na classe econômica básica em cerca de 40% de suas rotas nos Estados Unidos e planeja oferecê-las em todos os seus voos até o final do ano, e expandi-las aos voos internacionais.Funcionários da United disseram na quarta-feira que a empresa começaria a vender uma passagem semelhante por volta do final de março, em voos originários do aeroporto de Minneapolis, para viagens a partir do final do segundo trimestre ou começo do segundo trimestre, e depois expandiria a oferta ao restante do território dos Estados Unidos.
Scott Kirky, presidente da United Airlines, disse que as passagens da classe econômica básica propiciariam US$ 250 milhões em faturamento à companhia neste ano.Se você comprar uma passagem na classe econômica básica da American, deve esperar o seguinte:- Não será possível escolher o assento, quando da compra.- Upgrades e alterações não serão permitidos.- Você estará no último grupo de passageiros a embarcar a menos que seja membro bem qualificado do programa de fidelidade da American, ou tenha um cartão de crédito da American.- Só um item de bagagem de mão, que caiba sob o assento, poderá ser carregado. Os passageiros de classe econômica básica que embarquem com malas dotadas de rodas em voos da American ou United terão de pagar US$ 25 de taxa de bagagem e mais US$ 25 de taxa de manuseio.
As grandes companhias de aviação esperam que as passagens com descontos as ajudem a reconquistar os passageiros que elas vêm perdendo em ritmo acelerado para as companhias de baixo preço. O objetivo da categoria também é convencer passageiros a comprar bilhetes mais caros, que ofereçam mais flexibilidade e conforto.
A Delta diz que cerca de metade dos passageiros da classe econômica básica decidem adquirir passagens mais caras, quando lhes é oferecida a opção de trocar.
A classe econômica básica também é parte da estratégia de maximizar receita dividindo a cabine em múltiplas subclasses, uma tendência conhecida como segmentação.
Em alguns de seus voos internacionais, a Delta vende passagens de classe "econômica premium", com assentos mais confortáveis e um cardápio especial. Os preços são mais altos que os da classe econômica mas muito mais baixos que os da classe business. A American planeja adotar sistema semelhante este ano.
Glen Hauenstein, presidente da Delta, disse recentemente que a segmentação está apenas começando, mas que ela vai "propiciar grande valor aos acionistas nos próximos três a cinco anos".
BRASIL
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovou em dezembro um pacote de regras que possibilitará a cobrança por qualquer tipo de bagagem despachada, a indenização do passageiro em caso de overbooking e a chance de desistir do bilhete comprado no prazo de 24 horas.
Uma nova medida mais polêmica é o fim da franquia obrigatória de bagagens despachadas. Atualmente, o limite sem cobrança de bagagem é de 23 kg em voos nacionais (ou duas malas de 32 kg para voos internacionais).
Com a nova regra, as companhias poderão cobrar por esse serviço. Segundo a Abear (associação das companhias aéreas brasileiras), no entanto, as companhias poderão conservar a gratuidade e fazer disso um elemento de competitividade no mercado.
A posição das empresas aéreas é que a passagem comprada hoje embute invariavelmente os custos para transporte das bagagens, mesmo que o passageiro não utilize esse serviço. Portanto o fim da franquia seria um sinal de justiça tarifária.

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