sábado, 10 de dezembro de 2016

AFA poupa R$10 mil com LaMia, e voo chega com 18 minutos de combustível



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: Divulgação

Depois da tragédia com o avião da LaMia que levava jogadores e funcionários da Chapecoense e jornalistas, outros voos com pouco combustível da empresa boliviana estão vindo à tona. De acordo com a imprensa argentina, a viagem que a seleção do país fez de Belo Horizonte para Buenos Aires também poderia ter terminado em desastre. Isso porque o voo durou quatro horas e quatro minutos, restando apenas 18 minutos de combustível (o de ida para a capital mineira durou 3h29m). O fato causou ainda mais revolta na imprensa argentina depois que o jornal espanhol "El País" revelou como foi feita a escolha da companhia boliviana pela Associação Argentina de Futebol (AFA).
De acordo com "El País", seis empresas participaram da disputa pelo voo. Cinco destas apesentaram valores superiores a US$100 mil (cerca de R$340 mil): a única proposta abaixo desse valor foi da empresa StarAirways, que cobrava US$ 99 mil (cerca de R$ 330 mil). Entretanto, a empresa não revelava qual modelo de aeronave seria utilizado e nem disponibilizava telefone de contato.
A LaMia fechou o negócio com a federação por US$105.400 (cerca de R$360 mil), por causa do seguro dos jogadores e pelo serviço de comidas. Esse valor é apenas US$ 3 mil (cerca de R$10 mil) mais barato que o serviço oferecido pela principal empresa do país, as Aerolíneas Argentinas, que cobrou US$108.500 (cerca de R$370 mil) pelo transporte em um Boeing 737/200, com impostos e alimentação incluídos.
Outro fato curioso apontado pelo jornal espanhol é que a Rotamund, outra empresa que concorria e que já tinha feito negócio com a AFA na época do ex-presidente Júlio Grondona, ofereceu o mesmo serviço da LaMia em outra aeronave (Boeing 737/200) por US$185 mil (cerca de R$632 mil).
Em entrevista ao diário "Olé", o chefe de comunicação da AFA, Francisco Nabais, disse que a questão econômica não foi determinante na escolha da LaMia. O dirigente justificou a preferência alegando que a empresa estava trabalhando na América do Sul com outras equipes. Além disso, afirmou que a entidade confiava que estava trabalhando com uma companhia séria.
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