segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Criança de 2 anos morre horas depois de fazer cirurgia de amígdala em hospital de Curitiba



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: BANDA B Imagem: Divulgação


Uma criança de 2 anos e 7 meses morreu horas depois de realizar uma cirurgia de amígdala e adenóide no Hospital IPO (Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia), no bairro Água Verde, em Curitiba. Leonardo Felipe da Silva sofreu uma parada cardiorrespiratória na noite desta quinta-feira (24). A família alega que ele não tinha se recuperado da anestesia desde às 13 horas, quando recebeu alta médica. A cirurgia aconteceu pela manhã. O corpo do menino está no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba aguardando o laudo necroscópico.
A família mora em Paranaguá, no litoral do Estado, e estava na casa dos avós maternos da criança para realizar a cirurgia. Chorando muito, o pai da criança, o empresário Rogério Nilton da Silva, contou à Banda B que o filho nunca teve problemas de saúde, era saudável, bastante ativo e a cirurgia foi apontada como solução para noites mal dormidas que a criança tinha. “Ele era um menino muito saudável, brincava muito, não parava um minuto. Decidimos fazer a cirurgia porque ele dormia muito mal, se batia bastante. Agora eu não tenho mais nada, não tenho mais ele aqui”, se emocionou.
Junto da mãe, Leonardo foi internado às 6h30 no IPO para a cirurgia que começaria em poucos minutos. Ela é enfermeira e já trabalhou por dez anos no centro cirúrgico do Hospital do Trabalhador, em Curitiba. “Quando ela viu o Leo, perguntou se estava tudo bem para os enfermeiros e médicos porque o olho dele estava trêmulo. Ele virava os olhos e estava totalmente mole, parecia um boneco de pano. Todos disseram que era normal e que era para irmos embora”, descreveu o pai.
Às 13 horas a família deixou o hospital com Leonardo e voltou para a casa dos avós da criança, ainda em Curitiba. O pai contou que o menino continuava bastante debilitado, mesmo horas após a cirurgia. “Eles imprimiram um papel onde dizia o que era normal ou não. Sabíamos o que estava dentro da normalidade e o que não estava, ligamos à tarde para eles e tudo que ouvíamos é que ‘era normal’ ‘era normal’. Ele não se recuperava, não acordava direito, falava que doía muito a barriga”.
Por volta das 22 horas, a boca do menino ficou roxa, conforme descrito no Boletim de Ocorrência (BO) confeccionado na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele teve parada cardiorrespiratória e um médico, vizinho dos avós, auxiliou a mãe a prestar os primeiros atendimentos. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas o menino já não apresentava sinais vitais.
Em contato com os médicos do IPO, a orientação repassada à família era o encaminhamento do corpo da criança de volta ao hospital. Para a Banda B, a advogada da família, Valeska Neri, disse que equipe médica liberou uma certidão de óbito por morte natural. “Imediatamente, o pai disse que não, que o menino era saudável, que não aceitaria um atestado de óbito por morte natural e que iria acionar o IML para uma necrópsia”.
O boletim de ocorrência será encaminhado ao Núcleo de Repressão Aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa) que passa a investigar o caso.
Hospital
A Banda B entrou em contato com a assessoria do Hospital IPO (Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia) e recebeu a seguinte nota oficial. “O Hospital IPO informa que o paciente teve alta médica e saiu apresentando um quadro normal. A direção do Hospital lamenta a perda e aguarda o resultado da necropsia que está sendo realizada pelo IML”.

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