sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Aliados saem em defesa de Temer; para oposição, caso Calero é 'grave'



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: G1 Imagem: Divulgação


O depoimento do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero à Polícia Federal gerou uma repercussão política no Congresso Nacional. O conteúdo do depoimento foi considerado "grave" por partidos da oposição. Na base aliada, os parlamentares saíram em defesa do governo.
No depoimento, Calero disse ter sido "enquadrado" pelo presidente para encontrar "uma saída" para o impasse com o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), pivô do episódio que resultou no pedido de demissão do ex-ministro. Temer nega. Geddel teria pressionado Calero para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) liberasse a obra de um edifício no centro histórico de Salvador no qual o ministro é proprietário de um apartamento.
O líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), divulgou uma nota informando que a bancada do partido solicitará à Polícia Federal cópia do depoimento do ex-ministro para que um grupo de juristas avalie se a atitude de Temer pode ser classificada como crime de responsabilidade.
“Identificado o crime de responsabilidade, o caminho é a abertura de um processo de impeachment de Temer. O governo Temer derrete”, criticou Florence.
Vice-líder do PMDB na Câmara, o deputado Carlos Marun (MS) minimizou o episódio. Para ele, o depoimento de Calero foi uma “reação tresloucada de uma pessoa magoada” e não terá impacto no governo Temer.
“O Calero perdeu uma grande oportunidade de ficar calado. Foi uma reação tresloucada de uma pessoa magoada. [Ele] Teve várias oportunidades de dizer isso, em várias entrevistas, e sequer se referiu a essa possibilidade. E agora vem com essa? O testemunho é a prostituta das provas. E esse testemunho dele é uma prova absoluta disso. Uma pessoa sem a mínima responsabilidade, sem nada de material que corrobore essa declaração, se sente no direito de tentar atingir diretamente o presidente da República. Não vai conseguir”, disse.
O líder da Rede na Câmara, deputado Alessandro Molon (RJ), pretende apresentar um novo requerimento para ouvir Calero. Nesta semana, pedidos semelhantes foram rejeitados em duas comissões diferentes da Câmara. No entanto, Molon avalia que agora a situação ficou mais complicada.
"O primeiro passo é convocar o ex-ministro Calero, para que ele possa confirmar a gravíssima  denúncia que circula nos jornais. Se confirmada, vamos iniciar a coleta de assinaturas para instalar uma CPI para investigar o caso. A Câmara não pode se omitir diante de fatos tão graves", disse.
Aliado do Palácio do Planalto, o senador Agripino Maia (DEM-RN), disse que tem que ser dada ao presidente Temer a oportunidade de se explicar. Para ele, os fatos não geram “crise” no governo.
“O assunto tem que ser melhor explicado. Em que contexto [Calero] deu essa declaração? Depois tem que ser dada a oportunidade ao presidente para que ele dê sua versão. Mas não tem crise. São fatos que se sucedem, seria melhor que não estivessem acontecendo, mas não chega a significar uma crise”, disse Agripino.
Para o líder da oposição no Senado, Lindbergh Farias (PT-RJ), Temer agiu como “sócio” de Geddel Vieira Lima.
“Temer usou o cargo para pressionar o ministro, para defender interesses privados, negócios. É um absurdo. No nosso entendimento, o Michel Temer vai ter que responder a processo de crime de responsabilidade a ser julgado pelo Congresso Nacional”, disse o petista.
Apoiador do governo de Temer, o senador José Medeiros (PSD-MT), disse que talvez Marcelo Calero esteja se autopromovendo.
“O cara [Marcelo Calero] faz um cavalo de batalha todo em cima de um caso desses. Para mim, ele não está pensando no país. Ele está tocando fogo na lona do circo e com certeza vai ter sua autopromoção. Não duvido que daqui a pouco pode aparecer como vestal candidato. Pode ser essa a leitura”, disse Medeiros. 
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