segunda-feira, 25 de julho de 2016

Mulher comemora seu 108 aniversários no PR



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: I TRIBUNA Imagem: Clodoaldo Bonete (Tribuna do Interior)

Comemorar um século de vida não é para qualquer pessoa, mas os poucos que chegam lá e até ultrapassam essa marca demonstram muita força de vontade e disposição para continuar vivendo. É o caso de dona Maria Leonor de Abreu, que na próxima terça-feira (26 de julho) completará 108 anos. Ela mora no Jardim Tropical II, com a filha Eleonora de Araújo, 59 anos, e o genro, prepararam a comemoração do aniversário neste domingo. A intenção foi reunir o máximo de parentes para compartilharem um bolo. Aliás, com tantos anos de vida, parente é o que não falta para dona Leonor.
Dos 13 filhos que ela teve, quatro são vivos. Nesses mais de 100 anos de vida, ela viu a família crescer bastante, chegando hoje a mais de 60 netos, cerca de 50 bisnetos e mais de uma dezena de tataranetos. Nascida em 26 de julho de 1908, na cidade baiana de Macaúba, Maria Leonor veio para o Paraná no início da década de 50, quando morou em Araruna, Campina da Lagoa e, finalmente em Campo Mourão, no final da década de 70.
Dos 13 filhos, em dois partos vieram gêmeos, sem que ela passasse pelas mãos de médicos. “Todos nasceram em casa mesmo”, conta ela. A idosa desconhece até mesmo hospital, pois nunca precisou ficar internada, segundo sua filha. Atualmente restam quatro filhos vivos, além de 68 netos, mais de 50 bisnetos e cerca de 15 tataranetos.
O filho mais velho tem 86 anos e se tornou pioneiro em Araruna. Para se ter uma ideia do quanto Maria Leonor desafia a idade, ela lembra-se de todos os filhos, mas o primogênito, com um problema de memória, não a reconhece mais. “O curioso é que ele vem em casa, conhece os outros irmãos, sabe a data de aniversário de cada um, mas não reconhece a mãe. Ela chega para abraçá-lo, mas ele se afasta”, conta a filha Eleonora.
Em casa, a idosa faz questão de lavar suas roupas no tanque, que fica do lado de fora e diz que gostaria de ter forças para ajudar mais a filha. “Só sinto não poder ajudar minha filha com outros serviços da casa”, lamenta. E Eleonora bem que precisa de ajuda. Vítima de um câncer, ela anda bastante debilitada. Fez quimioterapia no Hospital Santa Casa e diz que foi curada. “O médico garante que não tenho mais nada, mas tem dias que mal consigo sair da cama”, diz ela, mas sem reclamar dos problemas. Seu único medo é morrer antes da mãe. “Minha mãe é forte, mas sou a única pessoa que cuida dela. Às vezes chego a pensar que vou primeiro que ela e isso me preocupa”, revela a boa filha, ao mostrar uma caixa com uma infinidade de comprimidos, usados pelas duas. “É preciso ter cuidado para não trocar na hora de tomar.”
Nos últimos dias Maria Leonor passou a ter problemas para dormir, segundo a filha, após tomar alguns medicamentos. “Chega a noite e ela começa a gritar que aparece bichos dentro do quarto. Vê de tudo, mas aí a gente conversa e ela se acalma, por isso vou tirar o remédio”, comenta. O peso da idade faz com que a idosa se recorde de poucas coisas do passado. Mas Eleonora, com todo carinho, vai corrigindo aquilo que já cansou de ouvir quando a mãe era mais nova. “Ela troca muita coisa quando começa a contar sobre o passado para as pessoas”, conta.
Maria Leonor não demonstra cansaço. Sai da cama sozinha e caminha por dentro da casa e pelo quintal, sem precisar de nenhum amparo. Eleonora e seu esposo, que segundo ela é pastor, construíram um templo religioso na parte da frente, anexo com a residência. O local, denominado “Tenda da Bênção” é pequeno e frequentado apenas por quatro ou cinco membros da própria família. “No passado era lotada nossa igreja, mas como foram abertas várias outras no bairro as pessoas acabaram saindo. Mas nós continuamos porque a fundação dessa igreja, há seis anos, foi uma revelação de Deus em sonho ao meu marido”, testemunha.
E dona Maria Leonor não perde um culto, que é celebrado sempre às terças-feiras, quintas, sábados e domingos. “Ela gosta de ouvir a Palavra de Deus e senta no primeiro banco.” Sobre o presente que gostaria de ganhar em mais um aniversário, Maria Leonor afirma que deixa sua vida nas mãos de Deus. “A hora em que Deus quiser me levar está bom, eu aceito. Mas se for para continuar vivendo que seja com boa saúde para poder ajudar também a minha filha, que sempre cuidou de mim”, afirma.

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