sexta-feira, 25 de setembro de 2015

'Não se muda presidente porque se discorda dele', diz Marina Silva

By: INTERVALO DA NOTICIAS

Texto: G1 Imagem: Divulgação

A ex-senadora Marina Silva afirmou nesta terça-feira (22) que, para o país sair da crise, é necessário fazer um "ajuste Brasil" e que o eventual afastamento da presidente Dilma Rousseff do poder não pode ser um processo "fabricado", mas "comprovado", se existirem irregularidades.
As declarações foram feitas após o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da Rede, partido fundado por Marina e que teve o pedido negado em 2013, um ano antes das eleições presidenciais no ano passado. Marina disputou a Presidência pelo PSB, mas ficou em terceiro lugar na disputa.
"Se há materialidade dos fatos em relação a envolvimento direto da presidente da República, não há o que tergiversar. E esses processos não são fabricados, são comprovados. Se houver a comprovação, não há o que se discutir. Sem isso, não se muda presidente da República porque se discorda dele", disse Marina.
Ao deixar a sessão, ela foi questionada sobre a atual crise política e econômica, A ex-senadora atribuiu os problemas ao modo como se governa o país.
"Nós dizíamos em 2010 que iríamos perder muito daquilo que havíamos ganhado na economia, na inclusão social e na democracia, em função do atraso na política. É o atraso na política que tem levado a perdas que nós imaginávamos que não iria acontecer", afirmou.
Indagada ainda sobre o quadro político atual, com dificuldades do Executivo junto ao Congresso, Marina respondeu que "não é o momento de instrumentalizar a crise".
"É o momento de se debruçar sobre ela para resolver a crise. Não é o momento de ficar preocupado em recuperar popularidade, é o momento de adquirir credibilidade [...] Discutindo o mérito das questões, não ficar apenas achando que a lógica de situação por situação é o que prevalecer, nem de oposição por oposição. Esse é momento de assumir posição, posição a favor do Brasil", disse.
Segundo ela, o país necessita de ajustes em diferentes setores. "Não é o momento de discutir apenas um ajuste fiscal. É o momento de fazer o momento do ajuste Brasil. E o Brasil precisa ser ajustado na economia, na política, na educação, na infraestrutura e, principalmente, na postura", afirmou.

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