quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Crianças eram mantidas trancadas em residência tomada pelo lixo



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: Portal Rondon Imagem: O Diário



Funcionários do Conselho Tutelar e da Guarda Municipal (GM) resgataram na tarde desta quarta-feira (29) três crianças que viviam em condições precárias em uma residência no Conjunto Floresta, zona sul de Sarandi, cidade próxima a Maringá. A situação emocionou uma fiscal da Vigilância Sanitária e o chefe da GM, que choraram ao se deparar com as crianças tomadas por piolhos e vivendo em meio a fezes, vermes e sem nenhum tipo de alimento.
O odor exalado na casa era tão forte que nem mesmo guardas e repórteres conseguiram evitar o vômito. “Em 40 anos de profissão eu nunca vi uma situação como essa. É inadmissível uma pessoa permitir que os filhos vivam num ambiente tão imundo, tão contaminado. É revoltante, é assustador”, desabafou o secretário de Trânsito e Segurança de Sarandi, Aparecido Antônio.
Segundo a GM, a denúncia de maus-tratos chegou ao conhecimento do Conselho Tutelar na sexta-feira passada, por meio de uma moradora do bairro. Indignada com a situação das crianças, que passavam 24 horas por dia trancadas na residência, a denunciante informou que a casa estava tomada por sujeira e que as crianças, um menino de 2 anos e duas meninas, de 6 e 7 anos, estavam passando fome.
No entanto, ao verificar a denúncia, o conselho encontrou o imóvel trancado e, aparentemente, sem ninguém no interior. Novas visitas foram feitas na casa, mas a moradora não foi encontrada.
No início da tarde de hoje, o Conselho Tutelar acionou a Guarda Municipal para uma nova incursão no imóvel. Como ninguém respondeu aos chamados, moradores do bairro ajudaram a abrir o portão e a porta da sala. Assustada com a chegada do conselho, a dona da casa fugiu pelos fundos.
A cena impressionou a conselheira e os guardas municipais. Em meio a fezes, urina e vermes, eles encontraram as três crianças, nuas, magras, tomadas por piolhos e acuadas num canto da sala. A menina de 7 anos explicou que não atendeu aos chamados por ordens da mãe, que a proibiu - e aos irmãos - de abrir a porta para estranhos. “Ela (mãe) dizia que me bateria se eu abrisse a porta para alguém”, explicou a garotinha.
Vizinhos disseram que a mãe deixava as crianças sozinhas, sem nenhum tipo de alimento ou higiene. “Quando as crianças sentiam muita fome, uma delas ia até ao portão implorar por comida aos vizinhos”, contou a dona de casa Elaine Monteiro da Silva, 32 anos, que mora numa casa ao lado.
 “É a segunda vez que denuncio essa situação. Na primeira vez, em novembro do ano passado, as crianças foram resgatadas pelo Conselho Tutelar e deixadas sob os cuidados do avô materno”, disse ela. Ainda de acordo com Elaine, os próprios vizinhos fizeram um mutirão e limparam a casa, o que permitiu a volta das crianças.
O conselho confirmou que as crianças foram resgatadas no final do ano passado e só devolvidas à mãe depois que o imóvel foi limpo e a assistência social se comprometeu a ajudar a família. Desta vez, segundo a entidade, a mãe responderá criminalmente por abandono e negligência e dificilmente conseguirá retomar a guarda dos filhos, que novamente foram deixadas sob os cuidados do avô.

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