terça-feira, 24 de setembro de 2013

PF prende 11 pessoas por desvios de verbas do Fome Zero



By: INTERVALO DA NOTICIAS
Texto: Douglas Belan (Diário de Guarapuava) Imagem: Diário de Guarapuava


No início da tarde desta terça-feira, 24, a Polícia Federal do Paraná cumpriu os 11 mandados de prisão expedidos durante a Operação Agro-Fantasma, que combate o desvio de recursos de um dos programas do Fome Zero, do governo federal. Entre os presos está um funcionário da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Outras seis pessoas da cúpula da companhia foram afastadas de seus cargos por fortes indícios de participação no grande esquema criminoso.
Além do funcionário da Conab, 10 representantes de associações e cooperativas rurais foram presos. Sete deles foram encaminhados à 14ª Subdivisão da Polícia Civil, em Guarapuava. Os nomes não foram divulgados pela assessoria de imprensa da Polícia Federal.
A operação Agro-Fantasma foi desencadeada na manhã desta terça-feira em 15 municípios do Paraná – incluindo Guarapuava, Foz do Jordão, Candói, Pinhão e Irati –, além de Bauru (SP) e Três Lagoas (MS). Além dos mandados de prisão, foram cumpridos sete de suspensão cautelar da função pública e 37 de busca e apreensão. Dos 37 de condução coercitiva (quando a pessoa é intimada a prestar depoimento na delegacia), faltavam sete até às 13h30. A PF promete divulgar outro balanço da ação até o fim da tarde.
Até o momento, 58 pessoas foram indiciadas nos crimes de apropriação indébita previdenciária, estelionato contra a Conab, quadrilha ou bando, falsidade ideológica, ocultação de documento, peculato doloso, peculato culposo, emprego irregular de verbas públicas, prevaricação, condescendência criminosa e violação de sigilo funcional, todos previstos no Código Penal Brasileiro.
De acordo com o delegado da PF de Guarapuava, Maurício Todeschini, os coordenadores de associações rurais dos municípios sacavam os recursos repassados pela Conab, em vez de repassá-los aos produtores. Para isso, havia o superfaturamento de notas fiscais e a falsificação de documentos em nome de trabalhadores que sequer tinham conhecimento da situação.
Prefeituras de algumas cidades - como Honório Serpa - chegaram a denunciar as irregularidades para a Conab, que, por sua vez, ignorou as denúncias, segundo a Polícia Federal.

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